Imagem da Nasa revela iceberg A-23A coberto por água de degelo e perto da desintegração

Maior iceberg do mundo encolheu a cerca de 1.181 km², área similar à do Rio de Janeiro, e poças de água de derretimento indicam fragilidade estrutural que pode levá-lo a se romper em dias ou semanas

10/01/2026 às 20:46 por Redação Plox

Nasa divulga nova imagem do maior iceberg do mundo “encharcado” e perto de se partir: colapso pode ocorrer em dias ou semanas

A Nasa publicou uma nova imagem do iceberg A-23A, considerado o maior iceberg do mundo, mostrando a massa de gelo coberta por poças de água de degelo (as “manchas azuis”) — um sinal de fragilidade que pode acelerar rachaduras e levar à desintegração total em poucos dias ou semanas, segundo pesquisadores citados pela agência.


Iceberg A-23A se desprendeu da Antártida em 1986

Iceberg A-23A se desprendeu da Antártida em 1986

Foto: /NASA

Do “gigante” ao encolhimento rápido

O A-23A se separou da Antártida em 1986 e já chegou a ter cerca de 4.000 km². Agora, caiu para aproximadamente 1.181 km² (algo perto da área da cidade do Rio de Janeiro), após perder grandes pedaços ao longo de 2025.

Por que ele ficou azul?

A explicação é direta: o gelo está encharcado por água derretida, que se acumula em depressões e infiltra em fissuras. O peso dessa água pode “forçar” as rachaduras a se abrirem mais.

Cientistas também apontam um padrão chamado de “baluarte-fosso” (uma borda mais branca e elevada, cercando áreas com água), indicando derretimento intenso nas bordas e deformação do iceberg.

Isso aumenta o nível do mar?

Por estar flutuando, o derretimento do iceberg não tende a elevar o nível do mar de forma relevante (a diferença é pequena e está ligada à salinidade). O impacto maior é como “termômetro” do aquecimento e das correntes mais quentes no Atlântico Sul.

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