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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vem apresentando “perda de equilíbrio ao se levantar” desde que passou a usar determinados medicamentos. A declaração foi feita em texto publicado na noite desta sexta-feira (9), três dias após o ex-chefe do Executivo sofrer uma queda na cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde está preso sob acusação de tentativa de golpe de Estado.
Michelle Bolsonaro em evento público
Foto: /Partido Liberal
Segundo Michelle, os episódios de desequilíbrio estariam associados ao uso de remédios, o que aumenta a preocupação com novas quedas dentro da unidade prisional. Ela também relatou que a cela de Bolsonaro permanece trancada, o que, na avaliação dela, dificulta o socorro imediato caso um novo acidente ocorra.
“Quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta. Agora, com a Polícia Penal Federal, isso não é mais possível. O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouça. Até quando essa maldade vai durar? Que Deus abençoe e proteja o meu amor!”
Michelle Bolsonaro
No mesmo texto, Michelle Bolsonaro afirmou que as autoridades “estão cientes dos riscos reais de morte” que o marido corre ao permanecer trancado 24 horas em um quarto e destacou que, na visão dela, a integridade física do ex-presidente é responsabilidade do Estado.
Na madrugada da última terça-feira (8), Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve após cair dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Inicialmente, a informação era de que a queda teria acontecido da cama, na sala de Estado-Maior, mas essa versão foi revista após o próprio ex-presidente relatar à equipe médica que havia tentado caminhar quando caiu.
De acordo com os médicos, Bolsonaro contou que se levantou para andar e perdeu o equilíbrio, caindo no interior da cela. O episódio ocorreu seis dias depois de ele ter recebido alta hospitalar, ocasião em que foi submetido a procedimentos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.
Após a queda, o ex-presidente não pediu ajuda imediata aos agentes da Polícia Federal, e a lesão só foi identificada no dia seguinte. Depois de avaliação clínica, o médico responsável recomendou que ele permanecesse sob observação, em função do traumatismo craniano leve.
No início da tarde de terça-feira, a Polícia Federal informou, em nota, que prestou atendimento médico ao preso após a queda registrada durante a madrugada e que foram constatados apenas ferimentos leves, sem indicação inicial de necessidade de encaminhamento imediato a um hospital.
Posteriormente, a corporação comunicou que qualquer eventual transferência hospitalar dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a liberação concedida, Bolsonaro foi levado a um hospital para realização de exames e, em seguida, retornou à sede da PF em Brasília, onde segue detido.