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SÃO PAULO / CUIABÁ — As maiores tradings de soja que atuam no Brasil, representadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), iniciaram o processo de saída da Moratória da Soja, acordo voluntário criado em 2006 que impede a compra de soja plantada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008. Ambientalistas e integrantes do governo federal avaliam que a decisão pode enfraquecer um dos principais freios ao avanço da soja sobre áreas recém-desmatadas e gerar pressão sobre a meta de zerar o desmatamento até 2030.
Gigantes da soja deixam “Moratória da Soja”
Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux
A medida foi anunciada após mudanças na legislação de Mato Grosso, principal estado produtor do país, que retirou incentivos fiscais de empresas que aderem a compromissos ambientais “além” do exigido pela lei brasileira — o que inclui a moratória. O governo estadual afirma que a norma passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.
A Moratória da Soja é apontada como um marco na redução do desmatamento associado à cadeia do grão. Segundo dados citados pela AP, a derrubada de floresta em municípios monitorados caiu 69% entre 2009 e 2022, enquanto a área de soja no bioma Amazônia cresceu, em grande parte, sobre áreas já abertas anteriormente (como pastagens).
Autoridades ambientais e organizações alertam que o fim (ou o enfraquecimento) do pacto pode estimular a expansão da soja sobre áreas legalmente desmatadas — e também aumentar a pressão por conversão de vegetação nativa, especulação de terras e “efeitos indiretos” (como deslocamento da pecuária para novas fronteiras).
O secretário do Ministério do Meio Ambiente responsável por controle do desmatamento, André Lima, afirmou à AP que a saída das tradings representa, na prática, o encerramento do acordo.
A Abiove, por sua vez, declarou que a moratória deixou um “legado” e que as empresas manteriam compromissos de sustentabilidade de forma individual, com apoio de um novo arcabouço regulatório.
A Abiove reúne algumas das principais companhias do setor, incluindo multinacionais e grandes grupos que operam compra, processamento e exportação de soja. Reportagens citam nomes como Cargill, Bunge, Cofco, ADM e outros grandes traders do mercado global.