Polícia Civil prende em Divinópolis maior traficante de pasta base de cocaína de Minas

Sonny Clay Dutra, de 43 anos, tinha mandado de prisão por condenação a 14 anos, era um dos principais operadores da logística de drogas no país e foi capturado em estabelecimento noturno com pistola e moto de luxo

10/01/2026 às 16:20 por Redação Plox

DIVINÓPOLIS (MG) — A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na madrugada deste sábado (10/01), Sonny Clay Dutra, de 43 anos, apontado pela corporação como o maior traficante de pasta base de cocaína do estado e um dos principais nomes do país nesse tipo de logística do tráfico. A captura ocorreu em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, após uma operação de inteligência que, segundo a polícia, vinha sendo conduzida havia meses.

Preso

O homem é acusado de vários crimes

Foto: Divulgação


De acordo com a PCMG, o investigado tinha mandado de prisão em aberto por uma condenação a 14 anos e era considerado responsável por organizar o transporte da droga a partir de países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, para abastecer o mercado ilegal em Minas e em outras regiões.

Foragido desde 2019 e na lista de mais procurados

A Agência Minas informou que Sonny Clay já havia sido preso em 2019, teve a prisão preventiva revogada e passou a ser considerado foragido, figurando na lista de criminosos mais procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Equipe da Polícia Civil

Equipe da Polícia Civil

Foto: Divulgação


Arma apreendida e mudança de aparência

Segundo relatos divulgados pela imprensa a partir de informações repassadas em coletiva da PC, o suspeito foi localizado em um estabelecimento noturno em Divinópolis e não teria resistido à abordagem. Com ele, policiais apreenderam uma pistola calibre .380 e uma motocicleta BMW. As autoridades também relataram que a identificação foi dificultada por mudanças físicas e procedimentos estéticos para alterar a aparência.

Próximos passos: lavagem de dinheiro

A PCMG afirma que a investigação entra agora em uma segunda fase, focada em mapear possíveis esquemas de lavagem de dinheiro e outras ramificações da organização criminosa.

Em outra frente, a rádio Itatiaia noticiou que, conforme apresentado pela Polícia Civil na coletiva, o grupo investigado teria movimentado ao menos R$ 848 milhões — número que, segundo a reportagem, foi atribuído à corporação.

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