Protestos no Irã atingem novo patamar em meio à pior repressão e crise econômica
Manifestações contra o regime já duram cerca de duas semanas, deixam ao menos 65 mortos e mais de 2,3 mil detidos, e ocorrem sob forte apagão de internet e colapso da moeda iraniana
10/01/2026 às 17:34por Redação Plox
10/01/2026 às 17:34
— por Redação Plox
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TEERÃ — Os protestos contra o regime no Irã chegaram neste sábado (10) a um “novo patamar”, com o movimento ganhando força mesmo diante de uma repressão mais dura, segundo análise publicada pela CNN. O país vive uma onda de manifestações há cerca de duas semanas, em meio a crise econômica e inflação, e relatos apontam para dezenas de mortos e milhares de detidos.
Conflitos se intensificaram
Foto: Redes Sociais
Mortes e prisões: números variam conforme a fonte
As estimativas divulgadas até agora divergem. A CNN cita ao menos 65 mortos e mais de 2.300 presos.
Já a Associated Press informa que o total chegou a pelo menos 72 mortos e mais de 2.300 detidos, com base na Human Rights Activists News Agency (HRANA), grupo de monitoramento sediado nos EUA.
O Guardian também menciona números na casa de dezenas de mortos e mais de 2 mil detidos, em meio ao bloqueio de comunicações.
“Apagão” de internet e dificuldade para medir a dimensão dos atos
Em paralelo, o país enfrenta um bloqueio severo de conectividade. Segundo dados de monitoramento citados pela CNN, o uso da internet caiu para cerca de 1% do tráfego normal a partir de 8 de janeiro, enquanto protestos se espalham.
A AP relata que, com internet fora do ar e linhas telefônicas cortadas, ficou mais difícil acompanhar o tamanho das manifestações a partir do exterior.
Como começou
De acordo com a CNN e a AP, os protestos ganharam corpo após a piora econômica e o colapso da moeda iraniana, e evoluíram para manifestações com pautas abertamente anti-regime em várias cidades.