Estados Unidos realiza ataques na Síria contra o Estado Islâmico
Operação 'Olho de Falcão', autorizada por Donald Trump e coordenada com aliados, usa mais de 90 munições guiadas e 20 aeronaves para atingir 35 alvos em resposta a ação em Palmira
TEERÃ — Os protestos contra o regime no Irã chegaram neste sábado (10) a um “novo patamar”, com o movimento ganhando força mesmo diante de uma repressão mais dura, segundo análise publicada pela CNN. O país vive uma onda de manifestações há cerca de duas semanas, em meio a crise econômica e inflação, e relatos apontam para dezenas de mortos e milhares de detidos.
Conflitos se intensificaram
Foto: Redes Sociais
Mortes e prisões: números variam conforme a fonte
As estimativas divulgadas até agora divergem. A CNN cita ao menos 65 mortos e mais de 2.300 presos.
Já a Associated Press informa que o total chegou a pelo menos 72 mortos e mais de 2.300 detidos, com base na Human Rights Activists News Agency (HRANA), grupo de monitoramento sediado nos EUA.
O Guardian também menciona números na casa de dezenas de mortos e mais de 2 mil detidos, em meio ao bloqueio de comunicações.
Em paralelo, o país enfrenta um bloqueio severo de conectividade. Segundo dados de monitoramento citados pela CNN, o uso da internet caiu para cerca de 1% do tráfego normal a partir de 8 de janeiro, enquanto protestos se espalham.
A AP relata que, com internet fora do ar e linhas telefônicas cortadas, ficou mais difícil acompanhar o tamanho das manifestações a partir do exterior.
De acordo com a CNN e a AP, os protestos ganharam corpo após a piora econômica e o colapso da moeda iraniana, e evoluíram para manifestações com pautas abertamente anti-regime em várias cidades.