Senadores pedem ao STF que converta prisão de Bolsonaro em domiciliar
Requerimento de Wilder Morais, com apoio de 41 senadores, cita problemas de saúde do ex-presidente e será analisado por Alexandre de Moraes
10/01/2026 às 11:07por Redação Plox
10/01/2026 às 11:07
— por Redação Plox
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Um requerimento apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pede a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. A medida foi protocolada pelo senador Wilder Morais (PL-GO) e já conta com o apoio de mais da metade dos integrantes do Senado Federal.
Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil
Ao todo, 41 dos 81 senadores assinam o documento, que está sob análise do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro segue preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Argumentos apresentados pelos senadores
No texto encaminhado ao STF, os parlamentares afirmam que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde que exigiriam acompanhamento fora do sistema prisional. O pedido menciona episódios de crises convulsivas e procedimentos médicos recentes como base para o pleito.
A solicitação tenta convencer o STF de que o quadro clínico de Bolsonaro justificaria a substituição da prisão atual por um regime domiciliar, sob monitoramento.
Decisão está nas mãos de Alexandre de Moraes
Apesar do volume de assinaturas, o apoio político não é determinante para o desfecho do pedido. A concessão ou não da prisão domiciliar é prerrogativa exclusiva do relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes.
Nos bastidores, a mobilização no Senado é interpretada como um gesto político de apoio a Bolsonaro em meio ao avanço das investigações. A iniciativa busca sinalizar respaldo institucional ao ex-presidente, mesmo sem poder interferir diretamente na decisão judicial.
Senadores que apoiam o requerimento
Assinam o pedido os seguintes senadores: Wilder Morais (PL-GO), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Bruno Bonetti (PL-RJ), Jaime Bagattoli (PL-RO), Eduardo Gomes (PL-TO), Izalci Lucas (PL-DF), Plínio Valério (PSDB-AM), Tereza Cristina (PP-MS), Magno Malta (PL-ES), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Carlos Portinho (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG), Esperidião Amin (PP-SC), Marcos do Val (Podemos-ES), Jorge Seif (PL-SC), Márcio Bittar (PL-AC), Wellington Fagundes (PL-MT), Dra. Eudócia (PL-AL), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Rogério (PL-RO), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Damares Alves (Republicanos-DF), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Dr. Hiran (PP-RR), Lucas Barreto (PSD-AP), Alan Rick (Republicanos-AC), Efraim Filho (União Brasil-PB), Nelsinho Trad (PSD-MS), Sergio Moro (União Brasil-PR), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Giordano (sem partido-SP), Styvenson Valentim (PSDB-RN), Carlos Viana (Podemos-MG), Flávio Arns (PSB-PR), Jorge Kajuru (PSB-GO), Laércio Oliveira (PP-SE) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).