Estados Unidos realiza ataques na Síria contra o Estado Islâmico
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Washington / Copenhague / Nuuk — 10 de janeiro de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender que os EUA passem a controlar a Groenlândia e afirmou que o país fará “algo” a respeito do território “quer eles gostem ou não”, alegando razões de segurança nacional e o temor de avanço de Rússia e China no Ártico.
A fala, feita na Casa Branca durante encontro com executivos do setor de energia,reacendeu um impasse diplomático com Dinamarca e com autoridades groenlandesas, que rejeitam qualquer ideia de anexação ou transferência de soberania.
Trump volta a ameaçar “tomar” a Groenlândia
Foto: Reprodução TV
De acordo com relatos de imprensa internacional, Trump sustenta que acordos existentes — como o entendimento de 1951 que permite presença militar dos EUA na ilha — não seriam suficientes para “garantir a defesa” da Groenlândia. Ele argumentou que a posse do território seria necessária para impedir que potências rivais ampliem influência na região.
A Groenlândia é um território autônomo do Reino da Dinamarca, com cerca de 57 mil habitantes, e ocupa posição estratégica no Ártico — área cada vez mais disputada por rotas marítimas, presença militar e acesso a recursos.
A reação mais contundente veio de lideranças políticas locais, que divulgaram um posicionamento conjunto enfatizando que o futuro da Groenlândia deve ser decidido apenas pelos groenlandeses. Em uma das declarações repercutidas por veículos internacionais, o recado foi direto: “não queremos ser americanos”.
O episódio também intensificou o desgaste com a Dinamarca, que tem reiterado que a ilha não está à venda e que qualquer tentativa de imposição externa afrontaria princípios do direito internacional e a própria coesão da aliança atlântica.
A movimentação de Trump provocou críticas e preocupação em governos europeus. Reportagens apontam que aliados de Washington têm reforçado que decisões sobre o território cabem à Dinamarca e à Groenlândia, num momento em que a Otan já lida com tensões geopolíticas crescentes.
Analistas ouvidos por veículos estrangeiros destacam que a discussão ultrapassa a retórica: envolve equilíbrio militar no Ártico, cadeias de suprimentos e o risco de crise diplomática entre aliados históricos.
A Groenlândia tem peso geopolítico por três motivos principais:
Até o momento, não há anúncio de medida formal que altere o status do território — mas a escalada verbal já foi suficiente para acender alertas em capitais europeias e em Nuuk, a capital groenlandesa.