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Uma nova área com potencial para exploração de terras raras foi identificada no entorno do Planalto de Poços de Caldas, no Sul de Minas, pela Cabo Verde Mineração. A empresa, que já conduz estudos na região, informou que as sondagens iniciais apresentaram resultados considerados promissores.
Nova área com potencial para exploração de terras raras é identificada no Sul de Minas
Foto: Reprodução EPTV
Segundo a mineradora, a nova área integra um conjunto de 57 direitos minerários que somam aproximadamente 91 mil hectares na borda da caldeira vulcânica de Poços de Caldas. Essa faixa abrange os municípios mineiros de Muzambinho, Cabo Verde e Botelhos, além de Caconde, no interior de São Paulo.
De acordo com o gerente de operações da companhia, Eduardo Montanari, os trabalhos de pesquisa vêm apontando dados consistentes.
Os dados foram muito promissores. A pesquisa é feita com muita disciplina e rigor técnico, garantindo responsabilidade ambiental e resultados confiáveis
Eduardo Montanari
As primeiras sondagens da Cabo Verde Mineração indicam viabilidade para a exploração de terras raras, grupo de minerais estratégicos utilizados em tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
Estudos preliminares apontam que o potencial estimado da área supera 500 milhões de toneladas de argilas iônicas mineralizadas. A nova frente, identificada como alvo Botelhos, ampliou de forma significativa a projeção inicial da empresa.
Para nossa surpresa, esse novo alvo, o alvo Botelhos, pode aumentar significativamente nossa estimativa. Antes falávamos em 100 milhões de toneladas. Hoje já projetamos mais de 500 milhões
Túlio Rivadávia
A companhia afirma ter investido cerca de R$ 7 milhões no projeto e prevê a aplicação de outros US$ 10 milhões nos próximos dois anos, recursos destinados à conclusão da fase de pesquisas e à instalação de uma planta-piloto de processamento.
Nova área com potencial para exploração de terras raras é identificada no Sul de Minas
Foto: Reprodução EPTV
De acordo com a empresa, a etapa de licenciamento ambiental só deverá ser iniciada após o encerramento das pesquisas geológicas. A transição do projeto para uma nova fase está condicionada aos resultados dessa etapa técnica.
Estamos saindo de um projeto Greenfield para um Brownfield. Só depois da conclusão dos estudos partiremos para o dimensionamento da usina e, então, para o licenciamento ambiental
Túlio Rivadávia
Além da Cabo Verde Mineração, outras duas empresas que atuam no Planalto de Poços de Caldas avançam em projetos de exploração de terras raras. Meteoric e Viridis obtiveram, em dezembro, a licença prévia do órgão ambiental estadual para seus empreendimentos.
A Meteoric desenvolve o Projeto Caldeira, em Caldas, e já opera um laboratório de extração em escala piloto. A empresa informa que consegue produzir carbonatos de terras raras a partir das amostras coletadas na fase de pesquisa e agora concentra esforços na validação do processo metalúrgico.
Vamos processar nos próximos meses todas as amostras de sondagem e trincheiras para validar o processo metalúrgico
Marcelo de Carvalho
Já a Viridis conduz o Projeto Colossus, também na região de Poços de Caldas, e se prepara para inaugurar um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras. A companhia trabalha para cumprir a próxima etapa do licenciamento, após a concessão da licença prévia.
A licença prévia é um marco. Agora entregaremos toda a engenharia do processo ao longo deste ano
Klaus Petersen
A previsão da Viridis é iniciar a exploração dos minerais em 2028.
Segundo as mineradoras que atuam no entorno do planalto, a região de Poços de Caldas vem se consolidando como uma das mais promissoras do mundo para a produção de terras raras. A qualidade do minério e as características das jazidas são apontadas como diferenciais de competitividade.
Nova área com potencial para exploração de terras raras é identificada no Sul de Minas
Foto: Reprodução EPTV
Conseguimos comprovar que temos o melhor minério do mundo aqui. Isso significa menor custo de processamento e maior competitividade, colocando o Brasil entre as principais fontes globais
Klaus Petersen
Com novos alvos em pesquisa, investimentos em plantas-piloto e projetos em fase de licenciamento, o planalto de Poços de Caldas se projeta como um dos principais vetores brasileiros na corrida global por minerais estratégicos.