Cesta básica sobe em 24 capitais e tomate dispara, aponta levantamento

Alta entre dezembro e janeiro foi puxada por itens como tomate e pão francês; leite integral caiu em todas as capitais

10/02/2026 às 13:58 por Redação Plox

A cesta básica ficou mais cara em 24 das 27 capitais brasileiras entre dezembro e janeiro, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em algumas cidades, o aumento passou de 4%.


Imagem ilustrativa

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Foto: Freepik

Capitais com maiores altas no preço da cesta

Manaus (AM), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) registraram as maiores variações no período. Em Manaus, o preço da cesta básica subiu 4,44%. Em Palmas, a alta foi de 3,37%, enquanto no Rio de Janeiro chegou a 3,22%.

O movimento de alta foi disseminado pelo país, atingindo a maioria das capitais pesquisadas e pressionando o orçamento das famílias que dependem de salário mínimo.

Tomate e pão francês lideram as altas

Entre os itens que compõem a cesta, o tomate e o pão francês foram os que mais encareceram.

No caso do tomate, o maior aumento foi registrado em Cuiabá (MT), onde o produto ficou 63,54% mais caro. A Conab atribui o movimento à menor oferta de frutos de qualidade. A elevação de preços do tomate foi observada em 26 capitais.

O pão francês também pesou mais no bolso do consumidor, com alta em 22 capitais. Em Manaus, a variação foi de 3,06%, a maior entre as capitais. O levantamento relaciona esse cenário ao aumento dos custos de energia e ao encarecimento da principal matéria-prima, a farinha de trigo importada.

Produtos em queda e impacto no orçamento

Nem todos os itens da cesta básica subiram. O leite integral ficou mais barato em todas as capitais analisadas. Em Campo Grande (MS), a redução chegou a 8%. Segundo a Conab, esse recuo está ligado aos altos estoques de derivados lácteos.

Mesmo com algum alívio em produtos específicos, o peso da alimentação básica segue elevado no orçamento. De acordo com a Conab, 46% da renda de quem recebe um salário mínimo foi destinada à compra de alimentos básicos em janeiro. Ainda assim, esse percentual representa queda de 2 pontos percentuais em relação a dezembro.

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