TJ da Paraíba vota por soltar Hytalo Santos com tornozeleira, mas julgamento é suspenso
Relator João Benedito defendeu liberdade com medidas cautelares, porém pedido de vista adiou a decisão para depois do Carnaval; influenciador segue preso no Róger, em João Pessoa.
10/02/2026 às 11:44por Redação Plox
10/02/2026 às 11:44
— por Redação Plox
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O influenciador digital Hytalo Santos e o marido, Israel Natã Vicente, conhecido como Euro, tiveram mais um pedido de habeas corpus analisado na manhã desta terça-feira (10/2), no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Desta vez, a defesa obteve uma vitória parcial: o relator do caso, desembargador João Benedito, votou a favor da concessão de liberdade a Hytalo, condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
Hytalo Santos e Euro durante audiência
Foto: Reprodução
O julgamento, porém, foi interrompido após o desembargador José Ricardo Vital pedir vista do processo. Com isso, a sessão foi encerrada com placar de 1 a 0 pela liberdade do influenciador, mas sem decisão definitiva. As informações são do jornalista Bruno Pereira, do portal LeoDias.
Mesmo com o voto favorável do relator, Hytalo Santos permanece preso no Presídio do Róger, em João Pessoa. Com a suspensão do julgamento, a análise final do novo habeas corpus, apresentado pela defesa do influenciador e do marido, ficou adiada para depois do Carnaval.
Câmara Criminal analisa medidas cautelares
O pedido de habeas corpus foi apreciado pela Câmara Criminal do TJPB. No voto, o desembargador João Benedito se posicionou pelo deferimento da solicitação da defesa, com a concessão de liberdade a Hytalo Santos mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Entre as medidas cautelares previstas no voto estão a proibição de se ausentar das comarcas de Bayeux e João Pessoa e a proibição de uso de redes sociais. A defesa argumenta que todo o rito processual já foi concluído, afastando a necessidade de manter o réu preso enquanto aguarda julgamento.
Defesa acumula negativas em pedidos anteriores
Este não é o primeiro habeas corpus apresentado em favor do casal. Em setembro e novamente em novembro do ano passado, o TJPB já havia negado pedidos de liberdade para Hytalo Santos e Israel Natã Vicente.
Na decisão mais recente, proferida no fim de novembro, o tribunal rejeitou tanto a soltura quanto o encaminhamento do processo à Justiça Federal. Segundo o entendimento da corte, não havia elementos suficientes que justificassem a liberdade imediata dos réus.
O TJPB também avaliou que a discussão sobre a competência da Vara de Bayeux para julgar o caso exige uma análise mais aprofundada, a ser feita apenas no julgamento de mérito.
Denúncias, repercussão nacional e prisão preventiva
O caso ganhou projeção nacional em agosto do ano passado, depois que o youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, publicou um vídeo com denúncias de supostas práticas de exploração de menores envolvendo o influenciador paraibano.
Desde 15 de agosto, Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos. Eles foram detidos inicialmente em São Paulo e, em seguida, transferidos para a Paraíba, onde permanecem em prisão preventiva desde 28 de agosto, na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Róger, em João Pessoa.
Paralelamente ao processo criminal que tramita no TJPB, o casal responde a ações na Justiça do Trabalho. Nessas ações, são apontados como réus em acusações de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e de submeter vítimas a condições análogas à escravidão.
Denúncias, audiência e atuação nas redes sociais
As investigações começaram em dezembro de 2024, a partir de denúncias encaminhadas ao Disque 100. À época, Hytalo somava cerca de 17 milhões de seguidores nas redes sociais, onde compartilhava vídeos de dança e registros do cotidiano.
Antes de ter a conta desativada no Instagram, o influenciador afirmou nas redes que as atividades com adolescentes ocorriam com o conhecimento das mães e disse que duas das jovens mencionadas no processo seriam emancipadas.
A primeira audiência de instrução do processo criminal ocorreu em 4 de novembro de 2025, no Fórum Criminal de Bayeux. Na ocasião, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e duas de acusação, entre elas a influenciadora Kamylinha, de 18 anos, que participou de vídeos produzidos pelo casal.
Felca prestou depoimento como testemunha de acusação no dia 6 de novembro, também no âmbito do processo criminal. Informações relatadas pelo portal LeoDias.