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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta segunda-feira (9/2), em Mauá (SP), da entrega de ambulâncias para municípios paulistas e aproveitou o evento para fazer acenos políticos e críticas a adversários. Na cerimônia, ele posou ao lado de prefeitos do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e reagiu com ironia à foto conjunta.
Presidente Lula participa de evento com prefeitos de municípios de SP
Foto: Ricardo Stuckert/ PR
Ao comentar o registro com sete prefeitos, dois deles do PL, Lula fez uma ironia em referência ao dirigente da sigla, Valdemar Costa Neto.
O presidente do partido deles [Valdemar Costa Neto] vai bater neles, porque eles estão em uma foto comigo
Lula
No discurso, o petista afirmou que o PL é o “maior inimigo” do governo na Câmara, mas reforçou que isso não interfere na relação com gestores locais. Ele disse não fazer distinção entre prefeitos e governadores e ressaltou que a entrega das ambulâncias ocorre independentemente de filiação partidária, em respeito ao voto que elegeu cada administrador municipal.
Lula também comparou sua gestão com a do antecessor ao falar sobre repasses a estados e municípios. Ele declarou que, no governo anterior, unidades da Federação do Nordeste que não apoiavam o então presidente não receberam recursos e afirmou que atualmente está destinando mais verbas ao estado de São Paulo do que qualquer outro presidente já fez, na avaliação dele.
O presidente citou esse movimento como exemplo de como, segundo ele, a relação federativa deveria funcionar para evitar problemas entre União, estados e municípios, reforçando a mensagem de que a distribuição de recursos não deveria seguir critérios políticos ou eleitorais.
Participaram do evento o prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), anfitrião da cerimônia; Gilvan Ferreira (PSDB), de Santo André; Tite Campanella (PL), de São Caetano do Sul; Marcelo Lima (Podemos), de São Bernardo do Campo; Guto Volpi (PL), de Ribeirão Pires; Taka Yamauchi (MDB), de Diadema; e Akira Auriani (PSB), de Rio Grande da Serra. A lista evidenciou um palco multipartidário, com presença de siglas da base e da oposição ao governo federal.
A ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um dos pontos explorados politicamente durante o ato. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a gestão estadual em meio à defesa do programa Agora Tem Especialistas, apresentado pelo governo federal como principal vitrine na área da Saúde para a disputa de 2026.
Padilha afirmou que há estados, como São Paulo, que anunciam tabelas próprias de investimentos em saúde sem deixar claro que a maior parte dos recursos é federal. Segundo ele, o governo estadual divulga uma tabela com o nome de São Paulo, mas 70% dos valores seriam repassados pela União a secretarias estaduais e municipais.
O ministro também mirou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar o histórico de repasses da União ao estado. Ele disse querer o reconhecimento de que, no período de Bolsonaro, São Paulo não recebeu recursos federais, associando esse comportamento à postura que atribui ao ex-mandatário em relação a estados que não o apoiavam politicamente.