Presidente do MDB-RJ diz que “mulher é sexo frágil” ao comentar cancelamento de filiação de Dado Dolabella

Washington Reis afirmou que respeito às mulheres deve prevalecer e disse que o partido desfez a filiação após repercussão negativa e pressão interna

10/03/2026 às 12:52 por Redação Plox

O presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Rio de Janeiro, Washington Reis, afirmou que “mulher é sexo frágil” ao comentar o cancelamento da filiação do ator Dado Dolabella à sigla. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Globo, na qual ele defendeu que o respeito às mulheres deve prevalecer, especialmente em ano eleitoral.

Em entrevista ao jornal O Globo, Washington Reis afirmou que o respeito às mulheres deve prevalecer e citou uma música de Erasmo Carlos.

Em entrevista ao jornal O Globo, Washington Reis afirmou que o respeito às mulheres deve prevalecer e citou uma música de Erasmo Carlos.

Foto: Reprodução / Redes sociais.


Ex-prefeito de Duque de Caxias e ex-secretário de Transportes do governo do Rio de Janeiro, Reis associou sua fala à canção “Mulher (Sexo Frágil)”, de Erasmo Carlos. No entanto, a própria letra da música questiona a noção de fragilidade feminina ao afirmar: Dizem que a mulher é o sexo frágil / Mas que mentira absurda!

O respeito ao próximo é obrigatório, especialmente às mulheres. Como diz Erasmo Carlos, mulher é sexo frágil. Temos que cuidar delas com mais amor, carinho e respeito. Washington Reis

MDB cancela filiação de Dado Dolabella

Segundo Washington Reis, a decisão de desfazer a filiação de Dado Dolabella foi tomada após a repercussão negativa nas redes sociais. Ele afirmou que o partido não tinha conhecimento do histórico de episódios de agressão envolvendo o ator.


Reis relatou que conheceu Dolabella durante o período de filiações partidárias, quando o ator manifestou interesse em disputar uma vaga de deputado federal. Na ocasião, ele afirmou que havia espaço para a candidatura e que não acompanha processos judiciais dos pré-candidatos, ressaltando que esse tipo de controle cabe à Justiça Eleitoral.


Apesar da polêmica, o dirigente estadual declarou que o MDB tenta ampliar a presença feminina nas chapas eleitorais e se apresentou como um partido democrático que busca trazer mais mulheres para seus quadros, alegando que a sigla não teria interesse em se envolver em controvérsias ligadas à violência contra a mulher.

Repercussão interna e pressão de emedebistas

O MDB oficializou nesta segunda-feira (9) o cancelamento da filiação de Dado Dolabella, assinada no último dia 3. De acordo com comunicado do partido, a decisão foi tomada em consonância com Washington Reis, presidente do diretório estadual do Rio de Janeiro.


Dolabella havia anunciado sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano. A nota interna classificou a saída do ator como “uma vitória de emedebistas”, sobretudo de mulheres da legenda que se manifestaram contra sua permanência.

Histórico de violência e novas polêmicas

O ator acumula um extenso histórico de episódios de violência contra mulheres. Ele reconheceu, em entrevista concedida no fim do ano passado, que agrediu a ex-namorada Luana Piovani em 2008.


Outros casos envolvendo o artista também ganharam repercussão. Em 2025, durante uma confraternização da Dança dos Famosos, ele agrediu o cantor Luan Pereira em meio a uma crise de ciúmes relacionada à ex-namorada Wanessa Camargo, episódio no qual relatou ter afastado um homem que, em sua avaliação, tentava beijá-la.


O caso mais recente envolve a ex-namorada Marcela Tomaszewski. A separação veio a público depois que a modelo apagou das redes sociais todas as fotos com o ator e divulgou um vídeo mostrando uma discussão entre os dois dentro de um carro, intensificando as críticas em torno do comportamento de Dolabella e pressionando o MDB a rever sua filiação.

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