O que é a KPC, superbactéria que fez hospital de Campinas fechar temporariamente a UTI
Surto de bactéria multirresistente levou o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti a suspender novas internações na UTI Adulto para conter a disseminação e aplicar medidas de controle
10/03/2026 às 14:10por Redação Plox
10/03/2026 às 14:10
— por Redação Plox
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A UTI Adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP), foi temporariamente fechada para novas internações após a identificação de um surto de uma bactéria multirresistente, popularmente chamada de superbactéria. A medida altera o fluxo de atendimento na cidade, com o redirecionamento de pacientes graves para outras unidades por meio da central de regulação.
Reprodução/Google Maps
Surto em UTI leva a suspensão de novas internações
Segundo a cobertura local, o hospital confirmou que pacientes da UTI Adulto foram infectados por uma bactéria multirresistente. Diante do cenário, a unidade decidiu interromper temporariamente a entrada de novos casos nesse setor, com o objetivo de conter a disseminação e viabilizar ações de controle de infecção.
De acordo com reportagem da Band Campinas, a bactéria envolvida é a KPC, sigla para Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase, associada a infecções hospitalares e conhecida pela ampla resistência a antibióticos.
Superbactéria: o que é e por que preocupa
Na prática, o termo “superbactéria” é usado para designar microrganismos que desenvolveram resistência a múltiplos antibióticos. Isso torna as infecções mais difíceis de tratar e aumenta os riscos em ambientes hospitalares, especialmente em setores com pacientes mais vulneráveis, como as UTIs.
No caso da KPC, trata-se de uma bactéria capaz de produzir uma enzima (carbapenemase) que inativa antibióticos da classe dos carbapenêmicos, frequentemente usados como opção em infecções graves. Essa resistência limita as alternativas de tratamento e exige vigilância rigorosa em serviços de saúde.
Redirecionamento de pacientes e impacto na rede
Com a UTI Adulto do Mário Gatti sem receber novos pacientes, a informação disponível indica que a demanda por leitos de terapia intensiva passa a ser direcionada para o Hospital Ouro Verde e outras unidades da rede, via central de regulação municipal.
Na prática, isso significa que:
Pacientes e familiares: quem necessitar de leito de UTI pelo SUS em Campinas poderá ser encaminhado para outros hospitais, conforme disponibilidade e critérios da regulação.
Rede de urgência e emergência: o fechamento para novas admissões na UTI do Mário Gatti tende a pressionar a distribuição de leitos e o transporte regulado, sobretudo em casos graves que exigem suporte intensivo.
Até a última verificação mencionada no material original, não havia um boletim técnico detalhando cronograma de reabertura da UTI ou número consolidado de casos em documento oficial no portal da Prefeitura. As informações seguem em apuração e podem ser atualizadas.
Medidas de contenção e próximos passos
A tendência é que o hospital mantenha protocolos de contenção — como reforço de higiene, isolamento de casos e revisão de fluxos internos — até que a equipe de controle de infecção considere seguro retomar as novas internações na UTI.
Para o público, os pontos de acompanhamento mais importantes são:
quando a UTI voltará a receber novos pacientes;
como ficará a regulação de leitos de terapia intensiva na rede municipal;
se haverá atualização sobre o perfil da bactéria e as medidas adotadas para conter o surto.
Enquanto isso, a orientação central é monitorar os comunicados oficiais e atualizações sobre o funcionamento da UTI Adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e sobre o manejo da superbactéria na rede pública de saúde de Campinas.