Vídeo nas redes leva PM a encontrar ossada exposta em cemitério de Governador Valadares

Gravação publicada em página de humor levantou suspeita de retirada de ossos de túmulos para abrir espaço para novos sepultamentos; material foi encaminhado ao IML

10/03/2026 às 10:31 por Redação Plox

A descoberta de uma ossada humana no Cemitério Santa Rita, em Governador Valadares, foi desencadeada pela circulação de um vídeo nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (9). Nas imagens, apareciam restos mortais expostos, além de partes de um caixão e roupas espalhadas pelo chão do cemitério.

Ossada humana é encontrada em cemitério de Governador Valadares após vídeo circular nas redes sociais

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Ossada humana é encontrada em cemitério de Governador Valadares após vídeo circular nas redes sociais.


Vídeo viral levanta suspeitas sobre remoção de ossadas

De acordo com a Polícia Militar, o caso ganhou repercussão após o vídeo ser publicado em uma página de humor na internet. A gravação trazia a denúncia de que ossadas estariam sendo retiradas de túmulos para dar lugar a novos sepultamentos no mesmo espaço.

Depois de tomarem conhecimento do conteúdo, duas pessoas foram até o ponto indicado nas imagens para verificar a situação. No local, encontraram um homem que atua em uma página de notícias nas redes sociais. Ele já havia registrado a ossada e encaminhado o material para publicação.

Denúncia por áudio e possível envolvimento de funcionário

Testemunhas relataram que o homem contou ter recebido um áudio com a denúncia. A mensagem detalhava a quadra e o local exato, próximo ao muro do cemitério, onde os restos mortais poderiam ser encontrados. Esse áudio foi repassado a uma das testemunhas, que afirmou reconhecer a voz como sendo de um funcionário do próprio cemitério.

Até o momento, não foi esclarecido de qual túmulo os ossos teriam sido retirados, nem foi possível identificar a quem pertencem os restos mortais. A perícia técnica esteve no cemitério para realizar os procedimentos necessários, e, em seguida, funcionários de uma funerária recolheram os ossos e as roupas, que foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

A pessoa que recebeu o áudio foi orientada a preservar o material, que poderá auxiliar no andamento das investigações. O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes.

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