Pessoas com deficiência visual poderão ter cartão bancário em braile

Novidade busca promover inclusão e autonomia financeira para pessoas cegas ou com baixa visão.

Por Plox

10/04/2024 13h06 - Atualizado há 2 meses

O Banco do Brasil deu um grande passo em direção à inclusão financeira ao introduzir o primeiro cartão bancário do país inteiramente em braile. Este movimento visa ampliar a acessibilidade, a segurança e a autonomia para pessoas com deficiência visual. Tarciana Medeiros, presidente do banco, destacou que esta iniciativa coloca a instituição como um exemplo de inclusão no setor financeiro.

Foto: Divulgação/Banco do Brasil 

Iniciativa

Beto Pereira, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil, ressaltou a importância do gesto, não apenas pelo valor simbólico ligado ao Dia Nacional do Sistema Braile, mas também como um marco para os 200 anos da criação do sistema braile, celebrados no próximo ano. A iniciativa foi lançada na data que homenageia o Sistema Braile, um método essencial para a escrita e leitura tátil por pessoas com deficiência visual, com o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de inclusão.

Como solicitar o cartão

Clientes do Banco do Brasil com deficiência visual podem solicitar o novo cartão através do aplicativo ou diretamente em uma agência. O pedido inclui um kit com o cartão em braile, que contém informações essenciais como número do cartão, data de validade, bandeira e código de segurança, sem custo adicional para novas emissões ou renovações. Caso seja uma segunda via, o preço será o mesmo de um cartão comum, R$ 10,80. O kit vem também com material explicativo em alto relevo e caracteres ampliados, facilitando o acesso a clientes com baixa visão.

A importância do Sistema Braile

Criado pelo pedagogo francês Louis Braille em 1825, o Sistema Braile é um conjunto de códigos em relevo que permite às pessoas cegas ou com baixa visão a leitura e a escrita por meio de combinações que formam letras, números e outros símbolos. Essa inovação não apenas facilita a alfabetização de crianças cegas, mas também complementa recursos educacionais e tecnológicos voltados para a inclusão de pessoas com deficiência visual.

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