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A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli informou nesta sexta-feira (10) que apresentou um recurso à Corte de Cassação da Itália para tentar reverter a decisão que autorizou a extradição dela ao Brasil.
No mês passado, a Corte de Apelação havia aceitado o pedido de extradição, mas a medida ainda não era definitiva porque cabia recurso.
Defesa de Carla Zambelli tenta evitar extradição para o Brasil.
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, o recurso aponta questionamentos sobre irregularidades processuais, as condições do sistema carcerário brasileiro e críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução do processo que condenou Zambelli.
Desde o início, apontamos falhas no processo, tanto na ausência de correspondência do crime de hackeragem na legislação italiana quanto na forma como o pedido de extradição foi formalizado
Fábio Pagnozzi
A Corte de Cassação é a última instância do Judiciário italiano. De acordo com a defesa, a análise do caso pode durar até seis meses.
Se o tribunal mantiver a extradição, a decisão final sobre o retorno de Zambelli ao Brasil ficará a cargo do Ministério da Justiça da Itália.
Em julho do ano passado, Carla Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Com dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político na Itália após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli teria sido a autora intelectual da invasão, que teria como objetivo a emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes.
Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a ida para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil.