Governo estuda liberar valor excedente do FGTS retido na antecipação do saque-aniversário

Mudança corrigiria casos em que o bloqueio usado como garantia supera a dívida e prevê depósito direto em conta; medida depende de MP

10/04/2026 às 09:23 por Redação Plox

O governo estuda uma mudança para corrigir situações em que o bloqueio de recursos do FGTS, usados como garantia na antecipação do saque-aniversário, acaba sendo maior do que o valor efetivo da dívida.

Segundo o Ministério, esse bloqueio costuma superar o débito real: em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil para cobrir uma dívida de cerca de R$ 6,4 mil, deixando a diferença indisponível ao trabalhador.

A proposta em análise prevê a liberação do valor excedente — a parte retida além da dívida — com depósito direto na conta do trabalhador.

Pela regra em estudo, a medida deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP).

Diferentemente de outra iniciativa de até R$ 10 bilhões, essa proposta não terá recorte por faixa de renda, já que trata de valores que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso.


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Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


Plano mira unificação e renegociação de dívidas

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também trabalha em uma proposta para reunir todas as dívidas de pessoas físicas em um único débito, como forma de socorrer brasileiros endividados.

A iniciativa foi antecipada pelo blog do Valdo Cruz.

Nesta semana, o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram para definir quais medidas serão adotadas na nova proposta de refinanciamento.

A ideia é consolidar débitos como cartão de crédito, crédito pessoal e outros em uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Além de unificar os débitos, o processo de renegociação deve ser feito diretamente com os bancos, com o objetivo de tornar a negociação mais rápida.

Para viabilizar o refinanciamento e os descontos, os bancos podem receber recursos do Fundo de Garantia de Operações.

Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, as instituições terão a garantia de receber os valores refinanciados.

A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e, segundo o texto, tem também um componente eleitoral, em meio a um momento de piora na aprovação da gestão do presidente Lula.

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