Flávio Bolsonaro lota ruas de Capelinha (MG) em mobilização para o segundo turno
Candidato participou do “Bloquinho do 22”, discursou a apoiadores e caminhou pela Praça do Povo no Vale do Jequitinhonha.
A temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com mais intensidade em 2026. Um levantamento do Instituto Todos pela Saúde, com base em dados de diversos laboratórios, indica que os casos de síndrome respiratória aguda grave causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março, na comparação com o mesmo período de 2025.
No recorte analisado, foram registrados 3.584 casos em 2026, contra 1.838 em 2025.
Gripe chega mais cedo e casos dobram em comparação ao ano passado
Foto: Reprodução/TV Globo
No mesmo intervalo, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda de acordo com a pasta, até meados de março, o Brasil contabilizou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave.
A circulação antecipada do vírus da gripe já provoca efeitos em diferentes municípios. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi decretada situação de emergência devido ao aumento das doenças respiratórias.
A auxiliar administrativa Bianca precisou levar o filho ao hospital após o agravamento dos sintomas.
Tá muito gripado. Tem umas duas semanas. É, dois dias para cá veio tendo febre, piorou Bianca
Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 alterou o comportamento dos vírus respiratórios. Para o virologista Anderson Brito, o padrão de sazonalidade — antes mais associado ao inverno — foi impactado pelo período de isolamento, com reflexos no ciclo de circulação da maioria dos vírus.
Para conter o avanço da gripe, a principal orientação é a vacinação. O governo federal antecipou a campanha de imunização neste ano, com a meta de vacinar 90% dos grupos prioritários até 30 de maio. Até o momento, cerca de 6 milhões de vacinas já foram aplicadas no país.
Entre os públicos com direito à dose gratuita nos postos de saúde estão crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades.
A infectologista Miriam Dalben chama atenção para a gravidade da doença e para o risco de evolução para quadros severos, incluindo internações e casos em UTI.