Tribunal do Júri do Rio retoma julgamento de acusado por morte de Fernando Iggnácio

Rodrigo da Silva das Neves é acusado de participar da execução do contraventor, morto em 2020; sessão havia sido suspensa após réu ficar em silêncio

10/04/2026 às 17:32 por Redação Plox

O 1° Tribunal do Júri do Rio retoma nesta sexta-feira (10) o julgamento de Rodrigo da Silva das Neves, um dos acusados de participar da execução do contraventor Fernando Iggnácio, em 2020. A sessão havia sido suspensa na quinta-feira (9) pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza, presidente do júri.


Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma julgamento de acusados de participar de execussão de contraventor em 2020.

Foto: Diego Carvalho / TJ RJ


Julgamento é retomado após suspensão na quinta-feira

Antes da interrupção, durante o interrogatório, Rodrigo da Silva das Neves optou por permanecer em silêncio. A retomada do julgamento está prevista para esta sexta-feira.

Irmãos dispensam advogados e terão júri remarcado

Outros dois acusados, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, decidiram dispensar seus advogados no início da sessão, por discordarem da estratégia de defesa. Com isso, o júri dos dois foi suspenso e será remarcado para outra data.

Denúncia aponta suposto mandante, mas processo não está na sessão

Além dos três réus, o bicheiro Rogério Andrade foi denunciado como mandante do crime. No entanto, o processo dele não foi incluído nesta sessão de julgamento.

Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participação na ação, foi encontrado morto em 2022.

Segundo a denúncia, a execução teria ocorrido a mando de Rogério de Andrade, apontado como controlador do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis em Bangu, na zona oeste da capital fluminense.

Relembre o caso

Fernando Iggnácio foi executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Fernando Iggnácio e Rogério Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, que morreu em 1997.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a