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A partir de janeiro de 2027, a população do México começará a ser atendida por uma rede semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira etapa do novo Serviço Universal de Saúde será o cadastramento de pessoas com mais de 85 anos e de um acompanhante ou cuidador.
Segundo o cronograma informado, essa fase inicial começa na próxima segunda-feira (13) e vai até 30 de abril.
México adotará a partir de 2027, sistema parecido com o SUS - Sistema único de Sáude usado no Brasil.
Foto: Reprodução / Getty Imagens
Para o primeiro grupo de usuários, o documento de identificação atrelado ao sistema será entregue seis semanas após o registro. A emissão ficará a cargo da Secretaria de Bem-Estar, e o documento deverá substituir os expedidos por instituições que atuam na área da saúde no país, como o Instituto Seguridade Social Mexicana (IMSS), o Instituto de Seguridade e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) e a Petróleos Mexicanos (Pemex).
Essas organizações de seguridade social contam com verbas do governo, dos empregadores e dos funcionários, além de estrutura e equipe próprias. Já trabalhadores autônomos, pessoas sem carteira assinada, desempregados e quem está fora do mercado de trabalho dependem da Secretaria de Saúde (SSa), de Serviços Estaduais de Saúde (Sesa) e do Programa IMSS-Oportunidades (IMSS-O). Também há a parcela da população contemplada por planos de saúde privados.
Entre os mecanismos considerados prioritários pelo governo está a unificação das bases de dados de pacientes das diferentes redes, permitindo a visualização de prontuários já cadastrados e evitando que profissionais atendam sem informações. A proposta inclui a disponibilização de um aplicativo digital que centralize também resultados de exames laboratoriais.
O serviço deve receber investimentos para garantir remessas de medicamentos e o funcionamento amplo de unidades de atendimento e salas de cirurgia.
O governo mexicano afirma que o foco incluirá áreas de atendimento emergencial, gravidez de alto risco, infartos, doenças do cérebro, câncer de mama, consultas preventivas, quadros graves, nutrição, exercícios físicos e saúde mental, além de tratamentos contínuos.
Para 2028, a previsão é dar ênfase ao intercâmbio de serviços como abastecimento de remédios, consultas com médicos especialistas e atenção primária voltada a pacientes com doenças crônico-degenerativas, como Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.
Neste primeiro momento, o credenciamento será feito em 24 dos 31 estados, número que deve ser ampliado. As equipes percorrerão 47 municípios, incluindo as 16 demarcações territoriais que compõem a Cidade do México. A expectativa, segundo as informações divulgadas, é atingir 2 milhões de pessoas em 2.059 módulos.
O governo mexicano também informou a disponibilidade de 2 mil centros médicos, que considera suficiente para atender às demandas das capitais nesta fase inicial e, futuramente, de outras localidades. A Secretaria de Bem-Estar ficou responsável por divulgar o calendário de cadastramento dos demais grupos populacionais.
Vamos continuar informando todas as semanas, para que as pessoas saibam onde estão os módulos e como vai o cadastramento. É o melhor modelo que podemos seguir para garantir o acesso à saúde
presidenta Claudia Sheinbaum Pardo
A Organização Panamericana de Saúde (Opas) aponta que a população do México aumentou 31% de 2000 para 2023 e é, atualmente, de 128 milhões de pessoas, com maioria de mulheres. Em média, mexicanos e mexicanas somam 9,7 anos de estudo e 75 anos de expectativa de vida.
No contexto da transformação do sistema de saúde, a proporção de habitantes com acesso à internet é de 72%. A razão de dentistas que atendem à população era, em 2020, de 0,11 a cada 10 mil pessoas, enquanto a de médicos foi de 26,09 em 2021.