Padilha defende regras para publicidade de bets e compara apostas online ao cigarro

Ministro da Saúde diz que vício em apostas é problema de saúde pública e pede avanço no Congresso para restringir propaganda e reduzir acesso

10/04/2026 às 17:54 por Redação Plox

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a defender nesta sexta-feira (10), em São Paulo, a regulamentação da publicidade das bets para conter a propagação do vício em apostas online. Para ele, o tema deve ser tratado como um problema grave de saúde pública e exige regras semelhantes às aplicadas ao cigarro.

Padilha falou com jornalistas após participar, ao lado do presidente Lula, da inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.


Ministro da sáude Alexandre Padilha voltou a defender regulamentação das bets.

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil


Ministro compara bets ao combate ao cigarro

Eu defendo que a gente trate o problema das bets como a gente tratou o problema do cigarro, enfrentando o problema da publicidade

Alexandre Padilha

O ministro destacou que o governo já conseguiu um avanço ao impedir que crianças possam ter acesso às apostas online, mas afirmou que é necessário avançar no Congresso. Segundo ele, a proposta é aplicar regras equivalentes às do cigarro, com proibição de publicidade e redução do acesso.

Na quinta-feira (9), em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional, Padilha já havia defendido medidas mais restritivas para a publicidade das bets, a exemplo do que foi feito com o cigarro. Na avaliação do ministro, o vício em apostas online tem hoje uma dimensão semelhante à que o tabagismo já teve no país.

Fiscalização de canetas emagrecedoras entra no foco

Em breve conversa com jornalistas nesta sexta-feira, Padilha também comentou o aumento da fiscalização sobre as chamadas canetas emagrecedoras. De acordo com ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem ampliado a fiscalização desses medicamentos, mas, em sua visão, será preciso intensificar o acompanhamento das farmácias de manipulação que fabricam esses produtos.

Para o ministro, algumas farmácias de manipulação passaram a operar em escala industrial e, por isso, devem seguir regras equivalentes às exigidas de uma indústria que produz medicamentos.

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