Epidemia de dengue e chikungunya em Minas Gerais: novos óbitos confirmados

O número de mortes subiu para 74, três a mais do que os dados divulgados na sexta-feira (5).

Por Plox

10/05/2023 10h55 - Atualizado há cerca de 1 ano

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) atualizou o boletim de arboviroses e confirmou mais óbitos por dengue e chikungunya no estado. O Ministério da Saúde já havia declarado epidemia de ambas as doenças em território mineiro desde o final de março, as quais são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

 

Foto: Pixabay/Divulgação

Casos confirmados e óbitos

A atualização aponta 136.909 casos confirmados de dengue e outros 292 mil prováveis, ou seja, notificados e ainda não descartados. O número de mortes subiu para 74, três a mais do que os dados divulgados na sexta-feira (5). Além disso, 115 óbitos estão em investigação.

Em relação à chikungunya, o estado confirmou mais três mortes, totalizando 18 óbitos. Há ainda 15 mortes sob investigação. Os casos confirmados somam 26.732, enquanto outros 59 mil são classificados como prováveis.

O zika vírus, por sua vez, possui 21 diagnósticos confirmados e outros 246 tidos como prováveis. Até o momento, não há registro de mortes causadas por essa enfermidade em Minas Gerais.

Cidades com maior incidência de casos e óbitos

Montes Claros, no Norte de Minas, é o município com mais casos de dengue, chikungunya e zika vírus. A cidade também apresenta o maior número de óbitos por chikungunya, com quatro vítimas. Já Uberlândia lidera em mortes por dengue, com sete vítimas.

Medidas preventivas contra a proliferação do Aedes aegypti

Para evitar a disseminação do Aedes aegypti, é fundamental adotar cuidados como eliminar água armazenada em recipientes e manter caixas d'água e outros reservatórios bem tampados e limpos. Além disso, é importante não permitir o acúmulo de água em vasos de plantas e em objetos que possam servir como criadouros para o mosquito.

Outras medidas incluem a limpeza frequente de calhas e lajes, manutenção adequada de piscinas, limpeza de bebedouros de animais e acondicionamento correto do lixo. Além disso, é fundamental permitir o acesso dos agentes de controle de zoonoses em residências e estabelecimentos comerciais para a realização de inspeções e orientações.

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