STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O governo de Minas Gerais, liderado por Romeu Zema (Novo), pretende consultar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a possibilidade de incluir a Minas Gerais Participações S.A. (MGI Par.) no Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), mas enfrenta um entrave: parte das ações da Cemig em posse da gestora estão penhoradas ao banco suíço Credit Suisse.
Foto: IMPRENSA A MGI Par., que é uma empresa controlada pelo Estado, possui atualmente 5,97% das ações preferenciais da Cemig. Contudo, cerca de 5,14 pontos percentuais dessa participação foram alienados fiduciariamente ao Credit Suisse como garantia de um empréstimo de US$ 1,3 bilhão contratado ainda em 2012, durante o governo Antonio Anastasia (PSDB). Segundo dados da Secretaria da Fazenda, a dívida atual com o banco é de R$ 2,15 bilhões.
Além da Cemig, a MGI Par. também é sócia em empresas como a Copasa, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e a Gerdau. O demonstrativo financeiro da MGI de 2024 aponta que a gestora teve um lucro de R$ 250 milhões no ano, sendo R$ 248 milhões oriundos apenas da Cemig. Apesar disso, o governo optou por retirar temporariamente a MGI do pacote de ativos enviados à Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) em 7 de maio.
O objetivo de Zema com o Propag é federalizar R$ 34 bilhões em ativos mineiros como forma de abater parte da dívida estadual, que pode chegar a R$ 168,8 bilhões até o fim de 2025. Esse volume representa os 20% exigidos para adesão ao programa, que também prevê a redução da taxa de juros da dívida de 4 para 2 pontos percentuais além do IPCA.
Também fora do primeiro pacote está a Minas Gerais Administração e Serviços S.A. (MGS), que atua com serviços como limpeza, conservação e apoio administrativo em órgãos públicos. A MGS, controlada pelo Estado, teve em 2024 uma receita de R$ 2 bilhões e lucrou R$ 87,3 milhões.
Simões acredita que, com a aprovação do Projeto de Lei 3.736/2025, que autoriza a transferência de ações estatais para a União, a MGS poderá ser incluída futuramente no programa. Segundo ele, o texto permite ao Executivo negociar a federalização de empresas menores individualmente.
Na ALMG, o bloco de oposição a Zema criticou a condução do governo. Em nota divulgada no dia 9 de maio, os parlamentares afirmaram que o Executivo “não se presta ao debate, apenas ao marketing”, e que o grupo está analisando os projetos com atenção aos detalhes.
Para garantir margem de negociação, o governo estadual estima oferecer R$ 40 bilhões em ativos — R$ 6 bilhões a mais que o mínimo exigido — caso a União rejeite parte dos bens. O montante está dividido entre participações em empresas como Cemig, Copasa, Codemig e a Empresa Mineira de Comunicação (avaliadas em R$ 32 bilhões), além de imóveis, compensações e securitizações (avaliados em R$ 8 bilhões).