Copasa admite problemas de abastecimento em Timóteo

10/06/2019 09:07

Empresa afirma, contudo, que ainda este ano serão iniciadas as obras para a regularização do fornecimento de água.

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Superintendente regional da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Albino Campos confirmou à Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a ocorrência de interrupções constantes no fornecimento de água em Timóteo, no Vale do Aço. Ele participou de audiência pública realizada na Associação dos Aposentados e Pensionistas do município, nesta sexta-feira (7).

A população convive com falhas no abastecimento desde setembro do ano passado, devido a problemas estruturais, como o rompimento de adutoras, e a quedas na rede de energia, que prejudicaram o sistema da Copasa.

Divulgação ALMG1392486

Outras queixas dos moradores se referem à má qualidade da água disponibilizada e à falta de tratamento de esgoto, apesar da cobrança de taxas pelo serviço.

Água contaminada – Humberto Abreu, procurador do município de Timóteo, encaminhou à comissão fotos de filtros completamente deteriorados, com poucas semanas de uso, pela contaminação da água por ferro manganês.

Segundo Humberto, o questionável serviço prestado pela Copasa é consequência das más condições das antigas estruturas de tratamento e distribuição de água e da falta de estoque para reposição de peças fundamentais.

Copasa promete investimentos na região

O representante da Copasa, Albino Campos, garantiu que ainda este ano serão iniciadas obras para que a situação seja regularizada em definitivo. A estatal planeja investir R$ 6,4 milhões para ampliar a capacidade da estação de tratamento de água, construir dois reservatórios, mais de 10 quilômetros de adutoras e novas elevatórias, utilizadas para abastecer a parte mais alta da cidade.

O projeto, focado principalmente na região centro-sul, a mais afetada, está em fase de licitação. As obras devem durar um ano.

Quanto à estação de tratamento de esgoto, a Copasa aguarda a liberação da sua licença de operação, que, de acordo com Gesiane Lima, superintendente regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deverá ser concedida no próximo dia 26 de junho.

Ela ponderou, no entanto, que a licença não terá validade até que a Agência Nacional de Aviação (Anac) se posicione, um requisito aparentemente inusitado. A exigência se deve ao fato de a estação estar localizada em uma região considerada como de segurança aeroportuária.

A Copasa investiu R$ 103 milhões na construção da estação, que, estima-se, será responsável pelo tratamento de 85% do esgoto de Timóteo e 45% daquele gerado em Coronel Fabriciano.



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