Parada LGBT+ de BH é palco de denúncias contra pastor André Valadão

Parada é momento de festa, mas também de brado por respeito e direitos

Por Plox

10/07/2023 07h34 - Atualizado há cerca de 1 ano

O evento anual de celebração e conscientização da diversidade, a 24ª Parada LGBT+ de Belo Horizonte, realizada no último domingo (9/7), na Praça da Estação, foi palco de duras críticas ao pastor André Valadão, conhecido por suas frequentes ofensivas contra a comunidade LGBTQIAPN+.

Críticas ao Pastor André Valadão

Evellyn Loren, presidente do Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual (Cellos) de Contagem, e a drag queen Justiny Chosen foram as vozes responsáveis por denunciar a postura do pastor durante o evento. Evellyn conclamou o público para manifestar sua insatisfação contra o líder religioso, o que gerou uma vaia uníssona da multidão presente. Já Justiny, além de reiterar a crítica a Valadão, apresentou duas pastoras que se identificam como lésbicas e que destacaram seu orgulho em ser parte da comunidade LGBTQIAPN+, mesmo pertencendo à Igreja.

Reprodução / Instagram

24ª Parada LGBT+ de Belo Horizonte

O tema do evento deste ano, "Democracia: Liberdade e Direitos para Todes", busca incentivar a reflexão sobre a importância de assegurar a liberdade e os direitos a todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. A Parada contou com atrações locais, trios elétricos e intérpretes de Libras, reafirmando o compromisso com a inclusão e a diversidade.

Estrutura e Investimento

A organização do evento foi feita pelo Cellos-MG, com apoio financeiro do município e emendas parlamentares da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Este ano, a Parada contou com uma estrutura que incluía centros de acolhimento, posto médico com UTI móvel, e tendas de apoio, garantindo a segurança e o bem-estar dos participantes. Um dos destaques da estrutura foi o palco, ampliado em relação a edições anteriores, com uma passarela que permitiu maior proximidade dos artistas e convidados com o público.

A expectativa de movimentação financeira para a edição deste ano era de R$ 19 milhões, com uma parcela significativa deste valor vinda de fora da capital mineira, evidenciando o impacto positivo do evento para a economia local.

Ponderações sobre Transfobia

Complementando a cobertura do evento, é relevante pontuar o que é transfobia, um tema central na luta por igualdade e respeito. Trata-se de qualquer ação ou comportamento que demonstra medo, intolerância, rejeição, ódio ou discriminação contra pessoas transgênero ou travestis, em função de sua identidade de gênero. A transfobia pode se manifestar em diferentes formas, incluindo agressões físicas, verbais ou psicológicas.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, apesar de não mencionar explicitamente a comunidade LGBTQIAPN+, engloba esta parcela da população em seus princípios fundamentais, como a dignidade humana, igualdade entre todos e o dever de punir qualquer tipo de discriminação que atente contra os direitos fundamentais de todos. Além disso, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal asseguram o direito de alteração de nome e gênero nos cartórios e de crimes de LGBTfobia serem enquadrados na lei do racismo.O evento anual de celebração e conscientização da diversidade, a 24ª Parada LGBT+ de Belo Horizonte, realizada no último domingo (9/7), na Praça da Estação, foi palco de duras críticas ao pastor André Valadão, conhecido por suas frequentes ofensivas contra a comunidade LGBTQIAPN+.

Críticas ao Pastor André Valadão

Evellyn Loren, presidente do Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual (Cellos) de Contagem, e a drag queen Justiny Chosen foram as vozes responsáveis por denunciar a postura do pastor durante o evento. Evellyn conclamou o público para manifestar sua insatisfação contra o líder religioso, o que gerou uma vaia uníssona da multidão presente. Já Justiny, além de reiterar a crítica a Valadão, apresentou duas pastoras que se identificam como lésbicas e que destacaram seu orgulho em ser parte da comunidade LGBTQIAPN+, mesmo pertencendo à Igreja.

24ª Parada LGBT+ de Belo Horizonte

O tema do evento deste ano, "Democracia: Liberdade e Direitos para Todes", busca incentivar a reflexão sobre a importância de assegurar a liberdade e os direitos a todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. A Parada contou com atrações locais, trios elétricos e intérpretes de Libras, reafirmando o compromisso com a inclusão e a diversidade.

Estrutura e Investimento

A organização do evento foi feita pelo Cellos-MG, com apoio financeiro do município e emendas parlamentares da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Este ano, a Parada contou com uma estrutura que incluía centros de acolhimento, posto médico com UTI móvel, e tendas de apoio, garantindo a segurança e o bem-estar dos participantes. Um dos destaques da estrutura foi o palco, ampliado em relação a edições anteriores, com uma passarela que permitiu maior proximidade dos artistas e convidados com o público.

A expectativa de movimentação financeira para a edição deste ano era de R$ 19 milhões, com uma parcela significativa deste valor vinda de fora da capital mineira, evidenciando o impacto positivo do evento para a economia local.

Ponderações sobre Transfobia

Complementando a cobertura do evento, é relevante pontuar o que é transfobia, um tema central na luta por igualdade e respeito. Trata-se de qualquer ação ou comportamento que demonstra medo, intolerância, rejeição, ódio ou discriminação contra pessoas transgênero ou travestis, em função de sua identidade de gênero. A transfobia pode se manifestar em diferentes formas, incluindo agressões físicas, verbais ou psicológicas.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, apesar de não mencionar explicitamente a comunidade LGBTQIAPN+, engloba esta parcela da população em seus princípios fundamentais, como a dignidade humana, igualdade entre todos e o dever de punir qualquer tipo de discriminação que atente contra os direitos fundamentais de todos. Além disso, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal asseguram o direito de alteração de nome e gênero nos cartórios e de crimes de LGBTfobia serem enquadrados na lei do racismo.

Destaques