Novo estudo revela que tratamentos como Ozempic podem reduzir risco de câncer

Pesquisa indica benefícios além do controle da diabetes

Por Plox

10/07/2024 07h56 - Atualizado há 14 dias

Tratamentos para diabetes, incluindo o Ozempic, podem diminuir significativamente o risco de desenvolver certos tipos de câncer, de acordo com um estudo divulgado na última sexta-feira (5). Os análogos do GLP-1, que imitam um hormônio intestinal, mostraram um risco reduzido para 10 dos 13 tipos de câncer estudados.

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Impacto dos análogos do GLP-1 na prevenção do câncer

O estudo, publicado na revista JAMA, analisou pacientes com diabetes tipo 2 nos Estados Unidos, comparando aqueles tratados com insulina com os que receberam tratamentos como liraglutida, lixisenatida ou semaglutida (substância ativa do Ozempic) entre 2005 e 2018. Os resultados indicaram uma diminuição significativa no risco de cânceres de esôfago, colorretal, rim, pâncreas, ovário e fígado entre os pacientes que utilizaram os análogos do GLP-1.

Eficácia variável entre diferentes tipos de câncer

Apesar dos resultados promissores, o estudo não encontrou efeitos significativos para câncer de tireoide e câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. Rong Xu, coautora do estudo, afirmou: “Sabe-se que a obesidade está relacionada com pelo menos 13 tipos de câncer”. Ela destacou que os análogos do GLP-1 podem oferecer proteção adicional para pacientes com diabetes tipo 2, especialmente aqueles com obesidade.

Ozempic: de tratamento para diabetes a fenômeno de perda de peso

O Ozempic, desenvolvido pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, ganhou destaque não apenas como tratamento para diabetes tipo 2, mas também por seu efeito na perda de peso. Esta nova geração de medicamentos tornou-se popular nos últimos anos devido a esses benefícios adicionais. A semaglutida, substância do Ozempic, foi aprovada nos Estados Unidos apenas em 2017, mas já se tornou um tratamento amplamente utilizado.

Possíveis mudanças na prescrição de medicamentos para diabetes

Com os resultados desse estudo, há uma expectativa de que médicos possam preferir prescrever análogos do GLP-1 em vez de insulina para pacientes com alto risco de câncer associado à obesidade. “Isso poderia encorajar os médicos a preferirem os análogos do GLP-1 a outros tratamentos para diabetes”, explicou Rong Xu.

Perspectivas futuras e impacto na indústria farmacêutica

Além dos benefícios na prevenção de câncer, outros estudos indicam que esses tratamentos podem ajudar na perda de peso e na redução do risco de doenças cardiovasculares.

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