PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Uma sessão do Conselho Universitário da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) terminou sem a conclusão da votação sobre a nova política de ações afirmativas, nesta quinta-feira (9), em Florianópolis.
O encontro foi suspenso por volta das 18h25, após um dia marcado por discussões, empurra-empurra e acusações de agressões entre grupos favoráveis e contrários à ampliação das cotas.
Conselho Universitário da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) terminou sem a conclusão da votação sobre a nova política de ações afirmativas, nesta quinta-feira (9), em Florianópolis.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes discutindo nos corredores e na entrada da Reitoria, no bairro Itacorubi.
Os dois lados apresentaram versões diferentes sobre o início da confusão: opositores da proposta disseram ter sido impedidos de acompanhar a sessão, enquanto representantes estudantis afirmaram que integrantes do grupo contrário provocaram os confrontos.
O ex-deputado estadual Bruno Souza (PL) afirmou que foi atingido por um chute pelas costas e chamado de racista durante um dos intervalos.
Ele registrou uma ocorrência por vias de fato e calúnia.
Conforme informações atribuídas à Polícia Militar, imagens foram apresentadas aos agentes, mas o homem apontado como autor da suposta agressão não foi localizado em meio à movimentação.
Relatos de agressões são levados à polícia.
Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Udesc
O Diretório Central dos Estudantes também denunciou que uma estudante negra teria sido agredida fisicamente durante a mobilização.
Até o momento, não há uma conclusão oficial sobre as responsabilidades pelos episódios.
A administração da Udesc lamentou a violência e afirmou que divergências devem ser debatidas com respeito e dentro dos princípios da convivência democrática.
A discussão envolve o Processo nº 14649/2024, que propõe a instituição de uma Política de Ações Afirmativas e Diversidades para estudantes da graduação, da pós-graduação e para servidores da universidade.
A pauta já havia sido retirada de reuniões anteriores diante da insegurança jurídica provocada pela lei estadual que proibia cotas raciais em instituições de ensino superior mantidas com recursos de Santa Catarina.
Proposta voltou à pauta após decisão do STF.
Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Udesc
Em abril, o Supremo Tribunal Federal declarou a lei catarinense inconstitucional por unanimidade.
O entendimento da Corte permitiu que a Udesc retomasse a análise da proposta, que prevê ampliar o alcance das ações afirmativas e estabelecer diretrizes institucionais para diferentes níveis de ensino.
A universidade informou que as deliberações formais transcorriam dentro das regras do Conselho até a suspensão.
Uma nova data deverá ser convocada para a continuidade da sessão e a conclusão da votação, mas o calendário ainda não foi divulgado.