Condenado a 39 anos por assassinato de médico em Inhapim
Kaue Ferreira da Silva foi condenado pelo júri por matar o médico Paulo Francisco Corrêa de Barros com extrema crueldade em 2024; sentença inclui outros crimes e regime fechado.
10/11/2025 às 18:33por Redação Plox
10/11/2025 às 18:33
— por Redação Plox
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O Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim condenou Kaue Ferreira da Silva, de 28 anos, a 39 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do médico Paulo Francisco Corrêa de Barros, de 71 anos na época do crime. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (10), 10 de novembro de 2025, no Fórum Anastácio Chaves.
Júri reconhece agravantes e confirma autoria
O Conselho de Sentença acatou integralmente os pedidos do Ministério Público, validando todas as qualificadoras apresentadas na denúncia. O veredito confirmou tanto a materialidade quanto a autoria do crime, conforme sustentado pela acusação.
Crime cometido com crueldade e tentativa de ocultação
Segundo a investigação, o crime aconteceu na manhã de 27 de outubro de 2024, em um sítio localizado no Córrego Boa Sorte, área rural de Inhapim (MG). Kaue era caseiro da vítima e contou com a participação de sua companheira, de 19 anos. Os dois atacaram o médico com disparos de arma de fogo e golpes de facão, motivados por interesses considerados torpes. O laudo revelou o emprego de meio cruel e de recursos que dificultaram qualquer possibilidade de defesa por parte do médico.
A coautora foi pronunciada pelos mesmos crimes, mas o processo foi desmembrado e ela deverá ser julgada separadamente em uma data futura.
Alteração da cena do crime e fuga
Após o homicídio, os acusados desligaram a energia elétrica da propriedade para interromper as gravações das câmeras de segurança e tentaram alterar a cena do crime. Eles também furtaram a arma da vítima, que foi utilizada durante a fuga.
Condenação abrange múltiplos delitos
Kaue respondeu pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual, furto e porte ilegal de arma de fogo. Ele está preso desde janeiro de 2025.
A condenação representa a resposta da sociedade diante de um crime cometido com extrema crueldade e desumanidade, reafirmando o compromisso do Ministério Público com a justiça e com a defesa da vida
promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro