Flávio Bolsonaro lota ruas de Capelinha (MG) em mobilização para o segundo turno
Candidato participou do “Bloquinho do 22”, discursou a apoiadores e caminhou pela Praça do Povo no Vale do Jequitinhonha.
Um acidente grave na manhã deste sábado (8) deixou três pessoas mortas após o desabamento de um muro na rua Vieira Martins, no Brás, região central de São Paulo. Câmeras de segurança registraram o momento em que os escombros atingiram pedestres que passavam pelo local.
O muro caiu e tirou a vida de 3 pedestres que estavam passando pelo local
Foto: Reprodução / TV Globo
Imagens registram o instante da desabamento da estrutura
Foto: Reprodução / TV Globo
As imagens mostram um homem caminhando pela calçada com uma bolsa vermelha, enquanto outro pedestre segue no sentido oposto. Poucos segundos depois, o muro desaba com violência, surpreendendo a todos.
O homem identificado apenas pela bolsa vermelha tinha 65 anos. Ele foi socorrido em estado grave, encaminhado à Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos. Sua identidade não foi divulgada.
Outras duas vítimas, Ednaldo Lopes de Souza, de 40 anos, e Kerley Afonso, de 52 anos, também perderam a vida após serem atingidos pelos escombros. Eles eram amigos próximos e atuavam na Unificação de Lutas por Cortiços e Moradia da Capital.
Neurani Rodrigues, coordenadora do movimento, descreveu Kerley como uma pessoa “alegre, dedicada no que fazia e que pensava no futuro do filho”. O filho de Kerley, Marcelo, lembrou da mãe como uma mulher batalhadora, vinda do interior, que superou várias dificuldades para criar o filho em São Paulo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, há indícios de que um ônibus do estacionamento de veículos pesados, que faz fundo com a rua, tenha colidido e causado a queda do muro
Foto: Reprodução / TV Globo
Ednaldo Lopes foi lembrado pelos colegas como alguém sempre disposto a colaborar. No dia do ocorrido, ele acompanhava Kerley a caminho da associação de moradores para instalar aparelhos de ar-condicionado, somando esforços pelo movimento.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a suspeita inicial é que um ônibus, pertencente a um estacionamento vizinho, tenha colidido com o muro, levando ao colapso da estrutura. Peritos trabalharam no local até as 16h, analisando o terreno, o veículo envolvido e as condições da construção.
Segundo relatos de moradores, a própria Kerley já havia solicitado ajuda às autoridades devido a rachaduras no muro, mas não recebeu retorno. Um morador afirmou que a Defesa Civil foi acionada, porém nenhuma medida teria sido tomada.
Imagens de satélite revelam que o terreno passou por diversas transformações nos últimos anos: de galpão em 2010 a comércios em 2017 e, posteriormente, estacionamento. Desde 2021, foi observado progressivo desgaste nas estruturas de sustentação do muro, agravando o risco de acidentes.
O tenente Alencar, do Corpo de Bombeiros, informou que ainda existe preocupação com os demais muros do entorno e que uma vistoria será realizada para avaliar possíveis riscos de novos desabamentos.
Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro. A Prefeitura de São Paulo, questionada sobre o histórico de reclamações e a fiscalização no local, comunicou que somente na segunda-feira (10) poderá verificar a documentação referente ao terreno.