Cervejaria implicada na “doença misteriosa” é interditada em Belo Horizonte 

11/01/2020 08:02

Uma pessoa morreu e outras seguem hospitalizadas 

Agentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA),  interditaram nessa sexta-feira (10) a fábrica da cervejaria Backer em Belo Horizonte, Minas Gerais. 
Amostras da marca de cerveja Belorizontina apresentaram contaminação por dietilenoglicol. Cerca de 10 pessoas apresentaram fortes sintomas de uma síndrome após terem bebido a cerveja. Um dos contaminados morreu em Juiz de Fora, onde estava internado.

Em nota, em seu site oficial, o órgão federal anunciou e justificou a medida. O caso ganhou maior dimensão após a cervejaria admitir que unidades do lote contaminado foram vendidas para várias cidades, inclusive de outros estados.

“Diante do risco iminente à saúde pública, o Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento realizou, como medida cautelar, o fechamento da Cervejaria Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. Na mesma oportunidade, foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado. 

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Foto: divulgação/MAPA
 

Segundo a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, por meio de informação preliminar de 9 de janeiro de 2020, foi identificada a substância “dietilenoglicol” em amostras de cerveja pilsen, marca Belorizontina, lotes L1 1348 e L2 1348.”, publicou o ministério. 
Uma força-tarefa, que inclui a Polícia Civil, investiga o caso. 

“Análises laboratoriais seguem sendo realizadas nas amostras coletadas pela equipe de fiscalização das Superintendências Federais de Agricultura. Além disso, mais de 16 mil litros de cervejas foram apreendidos cautelarmente. Novas informações serão prestadas após os resultados das análises laboratoriais feitas pelo Mapa”, informaram os agentes em comunicado. 

Em nota e durante uma entrevista coletiva, representantes da cervejaria Backer asseguram que o produto químico encontrado nas cervejas Belorizontina não é usado no processo de fabricação das bebidas naquela indústria.
 
A Backer, responsável pela Belorizontina , afirmou em nota que o dietilenoglicol, também conhecido como éter de glicol, não faz parte do seu processo de produção e negou que o produto guarde relação com os sintomas apresentados pelas vítimas.