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O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, aprovado na sexta-feira (9/1) pelos países europeus, abre caminho para a queda de preços de produtos bastante consumidos no Brasil e reconhecidos pela qualidade no mercado europeu, como chocolates, queijos, azeites e molhos de tomate.
Os vinhos europeus terão alíquotas de 20% a 27% reduzidas a zero entre o oitavo e décimo ano
Foto: Pixabay/ Reprodução
O tratado prevê um cronograma de redução gradual das alíquotas de importação para diversos alimentos, com prazos que variam conforme o produto. Em muitos casos, os cortes começam já no primeiro ano de vigência do acordo, que ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu.
Hoje taxados em 20% na entrada no Brasil, os chocolates europeus passarão a ter isenção total de tributos a partir do décimo ano de vigência do acordo. A queda, porém, será escalonada, com reduções já programadas desde o primeiro ano do tratado.
Os queijos produzidos na União Europeia, atualmente sujeitos à alíquota de 16%, também alcançarão isenção de imposto de importação ao fim de dez anos. Haverá, porém, uma cota anual de 30 mil toneladas para todo o Mercosul; após esse limite, os importadores voltam a pagar tarifas de importação. A mozarela ficará fora do benefício amplo e continuará sendo tributada em 28%.
Os azeites europeus, hoje taxados em 10%, terão a alíquota zerada no 15º ano do acordo, também com cortes graduais desde o primeiro ano de vigência. A medida tende a ter impacto relevante para o bolso do consumidor brasileiro, já que quase todo o azeite consumido no país é importado.
Portugal é o principal fornecedor: em 2025, exportou 10 mil toneladas de azeite ao Brasil, bem à frente da Argentina, segunda colocada, com 662 toneladas.
Os molhos de tomate, especialmente os de origem italiana — principais entre os molhos importados pelo Brasil —, também estão na lista de produtos beneficiados. Em até dez anos, a tarifa de importação de 18% será completamente eliminada, reduzindo o custo desses itens nas prateleiras.
Consumidores de kiwi no Brasil também devem sentir alívio nos preços. A maior parte da fruta vendida no país é importada, com Grécia e Itália figurando como segundo e terceiro maiores fornecedores, atrás apenas do Chile. Para o kiwi, a redução da tarifa será integral logo no primeiro ano de vigência do acordo.
No caso dos vinhos europeus, as alíquotas atuais, que variam de 20% a 27%, serão reduzidas a zero entre o oitavo e o décimo ano, conforme o tipo da bebida. Alguns vinhos brancos produzidos em regiões específicas da Europa terão isenção imediata, já no primeiro ano do tratado.
A manteiga também terá queda de imposto, embora o Brasil importe pouco desse produto. Assim que o acordo entrar em vigor, haverá redução de 30% na alíquota aplicada sobre a manteiga europeia, hoje em 16%.
Enquanto agricultores europeus demonstram resistência ao acordo, temendo maior concorrência da carne brasileira no mercado europeu, no Brasil o clima é de otimismo entre entidades empresariais e do agronegócio.
As tarifas de importação sobre 77% dos produtos agropecuários exportados pelo Mercosul para a União Europeia serão eliminadas, com destaque para carnes suína e de frango, açúcar, pecuária bovina e óleos e gorduras vegetais.
Simulações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que, até 2040, as exportações de carnes de suínos e aves dos países do Mercosul para o mercado europeu podem crescer 19,7%.
Após a aprovação do acordo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota em que considera o tratado um avanço nas relações comerciais entre os dois blocos e destaca o potencial de expansão das exportações brasileiras de frango, carne suína e ovos para a União Europeia.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também se manifestou, avaliando que o acordo representa um passo importante para ampliar a inserção internacional do Brasil e fortalecer a indústria nacional.
O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijosCNI