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O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, afirmou neste domingo (11) que o país está preparado para defender a pátria “até a última gota de sangue”. Em mensagem publicada nas redes sociais, ele voltou a culpar os Estados Unidos pelas dificuldades econômicas enfrentadas pela ilha, em meio ao endurecimento de sanções e embargos ao longo de mais de seis décadas.
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba.
Foto: PL
Sem citar diretamente o presidente norte-americano, Donald Trump, Díaz‑Canel afirmou que Cuba não ataca outros países, mas tem sido alvo de ações dos Estados Unidos há 66 anos. A declaração veio após nova escalada de tensão entre Washington e Havana.
Neste domingo, Trump voltou a ameaçar o governo cubano, dizendo que o país deveria fechar um acordo com os EUA “antes que fosse tarde demais”. Segundo ele, após a operação militar norte-americana na Venezuela — que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa —, Cuba deixaria de ter acesso ao petróleo e ao dinheiro venezuelanos.
Em resposta, o presidente cubano acusou seus críticos de reagirem com “raiva histérica” à decisão do povo de manter o atual sistema político. Para Díaz‑Canel, essa postura estaria ligada à rejeição internacional ao modelo adotado por Havana, mas também à resistência histórica do país às pressões de Washington.
As trocas de declarações se intensificaram nos últimos dias. Uma semana antes, no domingo (4), Trump já havia afirmado que o governo cubano estaria “à beira de cair” e que a economia da ilha se deterioraria ainda mais sem o petróleo vindo da Venezuela.
Na plataforma Truth Social, o presidente dos EUA republicou uma mensagem sugerindo que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descendente de cubanos, poderia se tornar presidente de Cuba. Trump chegou a comentar que um eventual governo comandado por Rubio “parecia ótimo”.
Ao mesmo tempo, Díaz‑Canel usou suas redes para reforçar que as dificuldades financeiras do país são resultado direto de “medidas draconianas de estrangulamento extremo” impostas pelos Estados Unidos, em referência ao embargo e às sanções. Segundo ele, essas políticas têm impacto profundo sobre a economia nacional e o cotidiano da população.
O presidente cubano também reiterou a posição oficial de Havana de que o país é uma nação “livre, independente e soberana”, que não aceita imposições externas nem admite que outros governos ditem suas decisões internas.
Nesse contexto, Díaz‑Canel enfatizou que Cuba continuará se preparando para enfrentar pressões políticas e econômicas, mantendo o compromisso declarado de defender a pátria “até a última gota de sangue” diante de qualquer ameaça.