Professora de Timóteo cria aparelho para facilitar processo de alfabetização

11/02/2019 07:53

O instrumento pedagógico foi criado a partir de pesquisas sobre o equipamento similar denominado de Whisper Phone, que existe há mais de 100 anos

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Os educadores da rede municipal de Timóteo-MG conheceram o aparelho denominado sussurrofone, implantado no Brasil em 2016. De autoria da timotense Luciene Castro Gomes, o aparelho tem baixo custo sendo usado para o desenvolvimento da pronúncia das palavras e a fluência do texto. O instrumento pedagógico foi criado a partir de pesquisas sobre o equipamento similar denominado de Whisper Phone, que existe há mais de 100 anos.

Mestre em Linguagens Aplicadas, Luciene Castro explica que a iniciativa teve origem a partir de sua pesquisa acadêmica. “Estudei no IMETT e trabalhei como professora de inglês na rede pública. Na época, muitos alunos se queixavam da dificuldade em pronunciar as palavras de língua inglesa e até do português, mostrando-se constrangidos em fazer a leitura”, lembra a autora, que reside atualmente em Belo Horizonte. Ela argumenta que seu desejo é de partilhar o método com os profissionais da educação, para que possa ser expandido e se tornar um importante instrumento no processo de alfabetização e melhoria dos índices na área.

Durante a pesquisa de mestrado, Luciene Castro propôs alguns projetos na área de tecnologia para facilitar a leitura, porém percebeu a dificuldade no tocante a viabilidade econômica. “Encontrei informações sobre o aparelho Whisper Phone e trabalhei na construção de uma versão manufaturada com tubos de PVC, cujo custo individual é de cerca de R$ 2,00”, explica a autora, que hoje detém a patente do sussurrofone, que tem sido amplamente divulgado em redes nacionais de comunicação e em países como Chile, México, Colômbia e Argentina.

Sussurrofone(Foto: divulgação/ PMT)

Seja a sua melhor versão

O professor e empresário Ronan Delfim participou do seminário com a palestra motivacional “Seja a sua melhor versão”, na qual destacou a necessidade de as pessoas terem autoconhecimento, saber dos seus pontos fortes para melhorar e dos fracos para amenizar. “Se você escolheu ser educador tem que ser o melhor educador. E quando a gente dá o nosso melhor, quem ganha não é o outro, somos nós mesmos. A gente colhe o que planta”, citou o professor, argumentando que a pessoa deve assumir a responsabilidade por suas escolhas e se tornar protagonista. “O melhor jeito de educar é através do exemplo. Se for melhor, você terá uma turma melhor porque vai ensinar com mais eficiência e comprometimento” finalizou.

 

 

 

 



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