Anestesista é condenado por morte de criança de 4 anos após usar celular durante cirurgia

Justiça apontou negligência e disse que médico se distraiu com o celular e não percebeu obstrução no tubo de oxigênio durante o procedimento

11/02/2026 às 11:24 por Redação Plox

O anestesista Mauricio Javier Krause foi condenado nesta terça-feira (10) pela morte de Valentín Mercado Toledo, de 4 anos, ocorrida durante uma cirurgia que ele conduzia na província de Río Negro, na Argentina. O caso, registrado em 11 de julho de 2024, teve ampla repercussão na imprensa local.


Anestesista é condenado por morte de menino de 4 anos após se distrair com o celular durante cirurgia

Anestesista é condenado por morte de menino de 4 anos após se distrair com o celular durante cirurgia

Foto: Reprodução/ MPF Río Negro

Valentín havia sido internado para uma cirurgia de hérnia diafragmática. De acordo com o Ministério Público Fiscal de Río Negro, o médico se distraiu com o celular durante o procedimento e não percebeu uma obstrução no tubo que fornecia oxigênio ao paciente.

A criança sofreu uma parada cardíaca ainda no centro cirúrgico e morreu uma semana depois.

Juiz aponta negligência e distrações durante a cirurgia

Após analisar as provas e os depoimentos, o juiz Emilio Stadler concluiu que o anestesista agiu de forma negligente ao deixar de monitorar de forma contínua a respiração e os sinais vitais do paciente, responsabilidade que era atribuída a ele.


Mauricio Javier Atencio Krause

Mauricio Javier Atencio Krause

Foto: Reprodução

A decisão judicial também destacou o uso do celular e outras distrações durante a cirurgia, incluindo a saída da sala para procurar um carregador. Para o magistrado, a morte da criança poderia ter sido evitada.

Médico é proibido de exercer a profissão

A sentença estabeleceu pena de três anos de prisão, com suspensão condicional, e determinou a proibição do exercício da medicina por sete anos. O anestesista ainda deverá cumprir regras de conduta pelo mesmo período da pena, como comparecer mensalmente ao tribunal e não voltar a cometer crimes.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a