Carnaval 2026 pode movimentar R$ 5,75 bilhões em Minas e impulsionar pequenos negócios no Vale do Aço

Com previsão de 13,2 milhões de foliões, Sebrae orienta pequenos negócios de Ipatinga, Fabriciano, Paraíso e Timóteo a planejarem estoque, capacitação e estratégias para aumentar as vendas

11/02/2026 às 08:45 por Redação Plox

O Carnaval de 2026 deve ser um motor importante para a economia de Minas Gerais, com expectativa de receber 13,2 milhões de foliões e gerar impacto económico de R$ 5,75 bilhões, conforme estimativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). Mesmo sem uma tradição carnavalesca consolidada ou programação oficial de grande porte, no Vale do Aço o período de festa se apresenta como uma oportunidade estratégica para os pequenos negócios.

Esse universo reúne empreendimentos sobretudo dos setores de alimentação, artesanato, vestuário, economia criativa e serviços, que encontram no feriado prolongado uma chance de ampliar vendas, visibilidade e relacionamento com o público.

Esse universo reúne empreendimentos sobretudo dos setores de alimentação, artesanato, vestuário, economia criativa e serviços, que encontram no feriado prolongado uma chance de ampliar vendas, visibilidade e relacionamento com o público.

Foto: Divulgação


Nos municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso e Timóteo, quase 65 mil pequenos negócios – entre eles 37.975 microempreendedores individuais (MEI) – podem ser diretamente impactados pelo Carnaval. Esse universo reúne empreendimentos sobretudo dos setores de alimentação, artesanato, vestuário, economia criativa e serviços, que encontram no feriado prolongado uma chance de ampliar vendas, visibilidade e relacionamento com o público.

Planejamento e marketing sazonal impulsionam resultados

De acordo com o analista do Sebrae Minas Francismar Valadares, estratégias como ambientação temática nos estabelecimentos, oferta de produtos personalizados, promoções pontuais, presença ativa nas redes sociais e parcerias entre negócios locais ajudam a potencializar o desempenho comercial no período. O planejamento antecipado, a gestão de estoque e a capacitação da equipa surgem como elementos decisivos para transformar o aumento de fluxo de pessoas em vendas efetivas.

Para os especialistas, mesmo em regiões sem tradição carnavalesca, a data abre espaço para diferentes tipos de consumo, que vão de itens temáticos a experiências gastronómicas e de lazer. A orientação é que os empresários utilizem o Carnaval como vitrine para captar novos clientes e fidelizar os atuais, com ações bem estruturadas e alinhadas ao perfil do público local.

Esse universo reúne empreendimentos sobretudo dos setores de alimentação, artesanato, vestuário, economia criativa e serviços, que encontram no feriado prolongado uma chance de ampliar vendas, visibilidade e relacionamento com o público.

Esse universo reúne empreendimentos sobretudo dos setores de alimentação, artesanato, vestuário, economia criativa e serviços, que encontram no feriado prolongado uma chance de ampliar vendas, visibilidade e relacionamento com o público.

Foto: Divulgação


Artesanato ganha força na folia

A artesã Angélica Cristina, proprietária da Kombiju, é um exemplo de quem viu no Carnaval uma alavanca para o próprio negócio. Em 2018, ela deixou o emprego formal e investiu numa Kombi transformada em loja móvel, ampliando a atuação para diversos eventos em Minas Gerais e também na Bahia. Hoje, o marido, que antes trabalhava na mineração, é parceiro na produção de cerca de 400 peças comercializadas, consolidando o artesanato como principal fonte de renda da família.

Angélica afirma que o período carnavalesco é o mais intenso do ano em termos de trabalho, com foco em peças temáticas e encomendas antecipadas para combinar com fantasias e abadás. A maior procura exige organização, mas também amplia o alcance da marca, impulsionado pelo efeito das redes sociais, já que muitas clientes divulgam os acessórios ao marcar o perfil da loja em suas publicações. A empreendedora, que atualmente mora em Ipatinga, utiliza a mobilidade da Kombi para circular por diferentes cidades e também vende pelo Instagram @angelicacristinaacessorios.

Marcas que nasceram do espírito carnavalesco

Enquanto alguns empreendedores apenas ajustam estratégias para aproveitar a data, outros negócios surgem diretamente do clima de folia. É o caso de Iwana Raydan, sócia da Podre de Chic, marca de acessórios e adereços carnavalescos criada em 2019, em São Paulo, por duas amigas apaixonadas pelos blocos de rua. Morando em Ipatinga, Iwana produz parte das peças de forma artesanal em seu ateliê, em tiragens limitadas de 20 a 30 unidades por modelo, reforçando a proposta de exclusividade da marca.

Iwana apresenta uma das peças da coleção da Podre de Chic, que nasceu do amor pelo Carnaval e se consolidou com testes práticos nas ruas, em blocos e festas. Em 2026, a marca registou 144 vendas pelo e-commerce próprio (podredechic.com.br), com ticket médio de R$ 240, alcançando consumidores em 12 estados e cerca de 30 cidades brasileiras. Esse desempenho evidencia como a economia criativa ligada à folia pode gerar negócios consistentes ao longo do ano.

Programações familiares fortalecem comércio local

Em Ipatinga, o Food Park Villa Urbana, no bairro Cidade Nobre, aposta numa programação voltada para toda a família durante o Carnaval. A proposta é ir além da agitação tradicional e oferecer um ambiente seguro, acolhedor e com atrações pensadas para diferentes faixas etárias, estimulando que o público permaneça mais tempo no espaço e consuma nos estabelecimentos do local.

O planejamento do Villa Urbana envolve a união dos dez lojistas instalados no espaço, que investem em ações conjuntas para atrair visitantes nos dias de folia. Mais do que explorar o Carnaval como uma data isolada, a estratégia é usar o período para fortalecer o comércio local e criar experiências memoráveis. Quando os empreendedores se organizam, constroem programações atrativas e atuam de forma colaborativa, o impacto aparece tanto no aumento do fluxo de clientes quanto na consolidação das empresas da região.

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