Defesa recorre para tirar Marcola de presídio federal após prorrogação de 360 dias

Advogados afirmam que ele vive sob “excepcional rigor” desde 2019, sem faltas disciplinares, e criticam decisão por fundamentos considerados genéricos

11/02/2026 às 09:59 por Redação Plox

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, entrou com um recurso para tentar tirar o líder do PCC de um presídio federal, após a Justiça prorrogar por mais 360 dias a permanência dele no sistema.

Marco Willians Herbas Camacho (

Marco Willians Herbas Camacho (

Foto: Reprodução)


Em nota assinada pelo advogado Bruno Ferullo, os defensores afirmam que Marcola vive um regime de “excepcional rigor” há quase sete anos, desde fevereiro de 2019.

Defesa contesta fundamentos da prorrogação

Segundo a defesa, o preso não cometeu falta disciplinar nesse período e não há registro de intercorrências que justifiquem a manutenção da medida.

Os advogados sustentam que a decisão judicial se apoia em argumentos genéricos, como a suposta “alta periculosidade” e a antiga atribuição de liderança na facção criminosa.

A defesa também aponta que a Justiça teria apenas repetido fundamentos antigos, sem reavaliar as condições atuais do caso.

Uso de fatos externos é alvo de crítica

No recurso, os advogados criticam o uso de fatos externos e operações policiais posteriores para justificar a prorrogação da permanência de Marcola no sistema federal.

Segundo eles, não há imputações ou investigações que liguem diretamente o detento a esses episódios.

Entendimento de tribunais e histórico pesam no caso

A nota da defesa menciona entendimento de tribunais superiores de que a permanência em penitenciária federal deve ser temporária e excepcional, com justificativa concreta e atual.

Apesar desse argumento, o histórico de Marcola é apontado como um fator que pesa contra o pedido de transferência.

Ele está detido de forma ininterrupta desde julho de 1999. Antes disso, foi preso outras três vezes e conseguiu fugir em todas elas, o que, ao longo dos anos, reforçou a avaliação de que sua custódia exige vigilância reforçada.

Tribunal vai decidir sobre permanência no sistema federal

Agora, caberá ao tribunal analisar o agravo apresentado pela defesa e decidir se mantém Marcola no sistema penitenciário federal ou se autoriza a transferência para um presídio estadual.

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