Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
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Visão clara de futuro, objetivos definidos, estratégias bem comunicadas, planejamento consistente e um time flexível e capacitado, com a mentalidade e as ferramentas adequadas, são hoje considerados requisitos mínimos para o sucesso – ou mesmo para a sobrevivência – de uma empresa.

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De acordo com o sócio da N8x Educação, Ricardo Pinheiro, em um ano de tantos desafios como 2026, a diferença estará na capacidade de execução, também chamada de disciplina de execução: a real habilidade da organização de tirar planos do papel e concretizar o que foi desenhado na estratégia. Para ele, é essa transformação de visão e planejamento em ações práticas que gera resultados e valor para clientes, acionistas, colaboradores e demais stakeholders.
Neste início de ano, começaram os testes e a fase de transição da reforma tributária, cuja conclusão está prevista para 2033. Segundo Pinheiro, esse movimento, por si só, já representa um grande desafio para boa parte das empresas.
O cenário de 2026 ainda será marcado por Copa do Mundo, eleições e mais feriados prolongados, o que deve resultar em um número de dias úteis significativamente menor em relação a 2025. Menos tempo disponível, somado a mais complexidade regulatória, tende a pressionar ainda mais a gestão e a produtividade das organizações.
Além disso, seguem em destaque temas como a adoção e a maturidade no uso da inteligência artificial, a entrada mais intensa da geração Z no mercado de trabalho – o que amplia o peso da tecnologia, da transparência nas relações e da clareza de propósito das organizações – e a demanda crescente por flexibilidade para trabalhar de casa ou em modelo híbrido.
As transformações na forma de consumir e de se relacionar, tanto entre pessoas quanto entre empresas, vêm tornando o ambiente de negócios ainda mais desafiador. Muitas organizações precisaram se adaptar ao ambiente on-line e, em diversos casos, adotar a lógica mobile first, ou seja, otimizar canais de atendimento e relacionamento para quem acessa por dispositivos móveis, como smartphones e tablets.
Mais recentemente, ganha força a abordagem social first, que passa a posicionar as redes sociais não apenas como um canal de distribuição, mas como centro do debate estratégico, ponto de partida para as demais ações de comunicação, marketing e relacionamento.
Nos últimos anos, áreas de marketing e vendas de empresas de diferentes setores da economia – e não apenas de consumo – foram profundamente impactadas. Redes sociais, criadores de conteúdo, influenciadores digitais e o uso crescente da inteligência artificial vêm imprimindo um dinamismo que até pouco tempo não era observado.
Nesse contexto, as empresas precisam desenvolver uma forte capacidade de fazer escolhas e lidar com as renúncias inerentes a qualquer decisão estratégica. Esse processo depende, segundo Pinheiro, de uma clara definição de propósito, de dados confiáveis sobre a realidade do negócio e, sobretudo, de um método estruturado para tomar decisões com segurança e responsabilidade.
Para o executivo, alcançar resultados excelentes não está necessariamente ligado à existência de uma estratégia ou de um plano perfeito, mas à combinação de visão, clareza e disciplina de execução.
É preciso garantir que existam sistemas de acompanhamento das ações para que elas, de fato, aconteçam. A ideia central é muito simples: uma empresa com uma estratégia clara e um plano razoavelmente bem estruturado que seja executado com excelência sempre superará um concorrente cuja estratégia é ultrassofisticada, mas cujo plano tenha ficado na gaveta, sem ser executado, ou tenha sido mal executadoRicardo Pinheiro
Em um ambiente marcado por reforma tributária, avanços tecnológicos acelerados e mudanças profundas nas relações de trabalho e consumo, a capacidade de tirar a estratégia do papel tende a separar as empresas que apenas reagem daquelas que lideram.