Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
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A esposa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi fez um desabafo contundente após virem a público as acusações de importunação sexual contra o magistrado. Em mensagens enviadas a um grupo de WhatsApp e divulgadas pela jornalista Débora Bergamasco, da CNN Brasil, ela relatou estar emocionalmente devastada e resumiu o impacto da denúncia de forma direta ao dizer que o episódio “acabou com a minha vida”. Casados há mais de 40 anos, ela afirmou nunca ter imaginado enfrentar uma situação como essa e contou sentir-se sem rumo diante da repercussão do caso.
Foto: Reprodução
No mesmo desabafo, a mulher destacou o histórico familiar e profissional de Buzzi, afirmando não reconhecer nas denúncias o homem com quem construiu sua trajetória. Abalada, disse que deixaria a casa onde vivia com o ministro para se hospedar na residência de amigas, numa tentativa de lidar com o choque e com a exposição pública gerada pela acusação.
Apesar de também integrar o grupo de mensagens em que o relato foi feito, o ministro não se manifestou sobre o conteúdo compartilhado pela esposa.
As declarações da esposa surgem em meio à decisão unânime do STJ que determinou o afastamento cautelar de Marco Buzzi de suas funções. A medida impede o ministro de acessar o gabinete, utilizar carro oficial ou exercer as prerrogativas do cargo enquanto uma sindicância interna apura os fatos.
Buzzi nega as acusações e, por meio de sua defesa, sustenta não ter praticado qualquer ato ilegal ou impróprio. A defesa também classificou o afastamento como desnecessário, reforçando que a investigação permanece em andamento.
As denúncias contra o ministro envolvem relatos de duas mulheres, entre elas uma jovem de 18 anos que afirma ter sido vítima de importunação sexual durante um episódio em uma praia de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A situação gerou ampla repercussão política e jurídica, ampliando o debate sobre a conduta de autoridades e os mecanismos de responsabilização no âmbito do Judiciário.
O plenário do STJ deve analisar o relatório final da sindicância em sessão prevista para o mês de março, quando serão definidos os próximos passos do caso e eventuais desdobramentos sobre a atuação de Marco Buzzi na Corte.