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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), saiu em defesa da condução da política fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e rebateu críticas do setor financeiro, em especial da Faria Lima. Segundo ele, a equipe econômica já conseguiu reduzir o rombo nas contas públicas de 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,48%.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Foto: Diogo Zacarias/MF
Em evento do BTG Pactual, realizado nesta terça-feira (10), Haddad afirmou que a atual gestão assumiu um cenário de forte desequilíbrio orçamentário, com um déficit já contratado no orçamento de 2023.
O orçamento que o governo anterior mandou para 2023 tinha R$ 63 bilhões de déficit, faltando os R$ 44 bilhões de precatórios extras, porque a PEC do calote foi considerada inconstitucional, e faltando o reajuste do Bolsa Família que foi dado em primeiro de agosto de 2022. Você tinha um déficit contratado de 1,06% do PIB. É uma conta incontornável, não dá para jogar debaixo do tapeteFernando Haddad
De acordo com o ministro, o governo Lula herdou um problema fiscal na ordem de R$ 200 bilhões. Ele ressaltou que não se tratava de despesas obrigatórias específicas, mas de um desequilíbrio estrutural nas contas públicas, que, segundo ele, não foi levado em conta nas críticas feitas à política fiscal da atual gestão.
Haddad afirmou que essa situação não envolvia itens como Fundeb, Benefício de Prestação Continuada (BPC), emendas parlamentares ou a indenização a governadores pela perda de arrecadação com ICMS. Para o ministro, o desafio era um buraco estrutural nas contas, ignorado em diversos editoriais contrários ao governo.
O chefe da equipe econômica destacou que, na comparação com o governo de Jair Bolsonaro, houve uma redução de 70% no déficit primário. Dados do Banco Central apontam que o rombo nas contas públicas em 2025 foi de R$ 58,7 bilhões, o equivalente a 0,46% do PIB. Em 2024, o déficit era de R$ 45,4 bilhões, ou 0,39% do PIB.
Haddad admitiu que gostaria de ter avançado mais no ajuste fiscal, mas disse que precisou lidar com os limites impostos pela negociação política no Congresso Nacional, que havia aprovado aumento de despesas. Ele contrapôs essas dificuldades ao que classificou como cobrança intensa do mercado financeiro e da Faria Lima.
O ministro afirmou que, diante da pressão por mais cortes e ajustes, é necessário conciliar as exigências dos investidores com a realidade das decisões tomadas pelo Congresso e com as condições herdadas pelo atual governo.