“Lixo”, diz Luciana Gimenez ao reagir a menção em investigação de Epstein

Apresentadora afirma que documentos de banco no exterior foram distorcidos, cita movimentação de US$ 22,09 e pede retratação pública

11/02/2026 às 16:38 por Redação Plox

O envolvimento do nome de Luciana Gimenez no caso Jeffrey Epstein ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (11/2). A apresentadora usou o Instagram para rebater as acusações de que teria recebido 12 milhões de dólares do empresário, acusado de diversos crimes.


Luciana Gimenez

Luciana Gimenez

Foto: Reprodução

Em vídeo, ela lembrou sua trajetória na televisão e ressaltou a exposição de sua vida pessoal e familiar ao longo dos anos, destacando a dedicação aos filhos e à carreira.

Repúdio a Epstein e origem da polêmica

Ao se manifestar, a apresentadora reagiu com veemência ao ver seu nome ligado ao financista. No relato, ela afirmou que acordou e descobriu que estava associada a um “cidadão de quinta categoria”, descrevendo o episódio como devastador.

Luciana classificou o caso como um assunto que deve ser tratado com seriedade e criticou a forma como, segundo ela, as informações vêm sendo divulgadas. A menção ao seu nome surgiu em documentos relacionados a movimentações financeiras em um banco no exterior.

Busca por extratos bancários antigos

No vídeo, a comunicadora contou que, ao chegar em casa no domingo, correu para o computador na tentativa de localizar documentos que pudessem comprovar a origem das transações feitas em seu nome. Ela explicou que os extratos bancários em questão se referem a contas já encerradas e a um período entre 2015 e 2019.

Sem acesso imediato aos dados, Luciana relatou que precisou aguardar até a segunda-feira para obter uma resposta do banco. A espera, segundo ela, foi marcada por ansiedade, pesadelos e impacto direto em um de seus filhos.

Contato com o banco e esclarecimentos internos

Assim que conseguiu falar com a instituição financeira, a apresentadora buscou entender por que seu nome aparecia nos documentos ligados a movimentações analisadas pela Justiça americana. Segundo narrou, um banqueiro explicou o contexto em que seu nome aparece na lista.

Ela relatou que os registros divulgados se referem a movimentações de todos os correntistas naquele banco, em determinado período de 2019, e não a contas pertencentes exclusivamente a Jeffrey Epstein. A partir daí, Luciana passou a detalhar a forma como seu nome surgiu associado a valores elevados, incluindo a referência aos 12 milhões de dólares.

Documento contábil e valor de 12 milhões de dólares

A apresentadora afirmou que seu nome aparece em algumas transações desde 2014, mas que a movimentação mais repercutida foi a suposta entrada de 12 milhões de dólares em fevereiro de 2019. Segundo ela, esse valor estaria relacionado a um fundo do qual não faria parte.

De acordo com a explicação de Luciana, o montante de 12 milhões não estaria na mesma coluna em que aparece seu nome. Ela disse que, na prática, a movimentação atribuída à sua conta naquele período teria sido de 22 dólares e 9 centavos, em uma transferência interna do banco.

Essas operações, relatou a apresentadora, seriam apenas movimentos entre sua conta de investimentos e sua conta de pessoa física. Ela disse ainda ter recebido um e-mail do banco esclarecendo que as transações em seu nome, em diferentes datas, seriam todas internas, “de mim para mim mesma”, sem ligação com terceiros.

Impacto emocional e bullying contra o filho

Ao longo do desabafo, Luciana destacou o impacto da polêmica sobre sua família. Ela contou que um de seus filhos, que vive em Nova York, foi alvo de bullying na escola após a circulação de documentos e comentários sobre a mãe, e que os dois filhos ficaram desesperados.

Em outro momento, a apresentadora ressaltou que construiu a carreira sem se envolver em escândalos e que se viu obrigada a ler ataques e insinuações sobre ter recebido 12 milhões de dólares por algo que diz desconhecer. Para ela, muitas pessoas teriam se levantado para atacá-la sem qualquer responsabilidade em apurar os fatos.

Crítica ao uso irresponsável da internet

Luciana também fez um alerta sobre o poder destrutivo das redes sociais. Ela comparou o cenário atual com o de épocas em que as acusações circulavam principalmente pela imprensa tradicional e lembrou que, antes, a exposição em jornais podia resultar em processos mais diretos.

Segundo a apresentadora, hoje muitas pessoas se sentem autorizadas a publicar qualquer conteúdo, apontar o dedo e “acabar com a vida de alguém” sem medir consequências. Ela relatou que os últimos dois dias teriam sido “infernais”, mas enfatizou que confia em sua idoneidade e permanece firme.

Ameaça de processos e pedido de remoção de conteúdos

Na mesma gravação, Luciana direcionou um recado a quem, segundo ela, teria disseminado informações falsas. Ela disse que dará a chance de esses conteúdos serem retirados do ar, mas avisou que pretende processar cada pessoa que, em sua avaliação, divulgou mentiras, calúnias e valores inverídicos relacionados ao seu nome.

A apresentadora também contestou versões de que teria deixado a televisão por causa da polêmica envolvendo Epstein, afirmando que sua saída da emissora em que trabalhava seria resultado do fim de um ciclo profissional, e não de qualquer investigação ou ligação com o empresário.

“Fake news” e pedido de retratação

Durante o vídeo, Luciana exibiu um documento do banco com os valores efetivamente movimentados em sua conta e afirmou que as fake news teriam transformado a rotina dela, de seus filhos, funcionários e amigos em um “inferno”. Ela pediu que vídeos com acusações sejam apagados e disse que buscará a remoção forçada, caso necessário.

Ao final, a apresentadora pediu que quem falou mal dela publique uma retratação, reforçando que, segundo sua versão, não tem qualquer vínculo com o caso Epstein. Também ressaltou que todos os seus negócios seriam legalizados e feitos de forma correta.

Em tom de alerta, Luciana afirmou que a internet vem permitindo verdadeiros “linchamentos” virtuais, em que um tema é criado do nada e ganha proporção sem checagem. Para ela, é preciso mais responsabilidade, sobretudo diante de situações em que ataques digitais podem levar pessoas ao limite emocional.

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