Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
Rodrigo Castanheira estava internado na UTI em Águas Claras com traumatismo craniano e não resistiu; Pedro Arthur Turra Basso teve a prisão preventiva decretada
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (11) uma operação contra crimes contra a dignidade sexual no ambiente digital e a disseminação de vídeos de abuso.
Operação da PF contra crimes de abuso sexual
Foto: Divulgação/PF
De acordo com as investigações, brasileiros integram uma rede transnacional dedicada à difusão e à troca de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, tanto as vítimas quanto os alvos da operação são brasileiros. Os suspeitos dopavam as mulheres com medicamentos, cometiam estupros, registravam os crimes em vídeo e depois disponibilizavam o material em sites e plataformas digitais.
Três pessoas foram presas nos estados de São Paulo, Bahia e Ceará. A PF não divulgou a identidade dos detidos nem as cidades onde as prisões ocorreram.
Agentes federais cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em São Paulo, Bahia, Ceará, Pará e Santa Catarina.
As investigações tiveram início em 2025, a partir de informações recebidas por meio de cooperação internacional com a Europol, envolvendo mais de 20 países. O trabalho identificou a atuação de redes em diferentes nações voltadas ao compartilhamento de vídeos de agressões sexuais contra mulheres.
Os investigadores apontam que a dinâmica dos crimes apresenta semelhanças com o caso de Gisèle Pelicot, que causou grande repercussão na França. Entre os alvos estariam homens que teriam dopado as próprias companheiras para praticar crimes sexuais, registrar as imagens e divulgá-las na internet.
Mensagens trocadas entre integrantes da rede revelaram discussões sobre o uso de medicamentos com propriedades sedativas, com menções a marcas comerciais e possíveis efeitos adversos das substâncias, o que indica um planejamento detalhado na execução dos crimes.
De acordo com a PF, foram identificados indícios de ódio, repulsa e objetificação da mulher, caracterizando expressão manifesta de misoginia e reforçando a necessidade de uma resposta estatal articulada contra os suspeitos.
Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, telefones celulares, computadores e outros materiais que podem estar relacionados às atividades criminosas.
Os alvos da operação podem responder pelos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, sem prejuízo de outras tipificações penais que possam ser aplicadas ao longo das investigações.