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A tilápia do Vietnã não poderá mais entrar em Minas Gerais. A decisão é resultado de um levantamento da Peixe MG, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que apontou riscos sanitários e concorrenciais para a cadeia produtiva do estado.
Tilápia do Vietnã não pode entrar em Minas Gerais
Foto: Peixe BR | Divulgação
O estudo identificou risco evidente de introdução de doenças presentes no Vietnã e inexistentes na piscicultura brasileira, o que poderia afetar diretamente a produção local.
Antes de Minas, Santa Catarina foi o primeiro estado a proibir o trânsito e o comércio da tilápia vietnamita em seu território.
O Paraná, por sua vez, elevou a alíquota sobre a tilápia importada para 22,5%, buscando desestimular a entrada do produto estrangeiro e proteger a produção regional.
Além do risco sanitário, a Peixe MG chama atenção para o efeito econômico da importação. Segundo a entidade, trata-se de um produto subsidiado em seu país de origem e que chega ao Brasil com tarifa zero, o que acaba retirando competitividade da tilápia produzida em Minas Gerais.
Em Minas Gerais, o tema foi discutido em reunião presidida pelo secretário de Agricultura, Thales Fernandes, que contou com a participação de representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Peixe MG.
De acordo com o relato, houve consenso sobre os riscos para os produtores e também sobre os impactos sociais para o estado. A partir desse entendimento, ficou definido que o IMA deverá editar uma portaria proibindo o trânsito da tilápia do Vietnã em Minas Gerais.
Além da portaria de proibição de trânsito, será avaliada em Minas Gerais a possibilidade de aumento da taxação sobre a tilápia importada. O objetivo é garantir que os produtores mineiros não enfrentem uma concorrência considerada desleal frente ao peixe vietnamita, que chega ao país com benefícios tarifários e subsídios de origem.
O assunto vem sendo acompanhado na coluna Itatiaia Agro, assinada por Valdir Barbosa, que trata diariamente de temas ligados ao agronegócio e à economia no campo.