Bloqueio irregular em condomínio casou alagamento que matou idosa em Moema, diz prefeito

Segundo ele, o condomínio chegou a ser notificado sobre a obstrução em 2018, mas que não cumpriu a ordem de liberação do espaço

Por Plox

11/03/2023 21h24 - Atualizado há cerca de 1 ano

Foto: Prefeitura de SP


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), visitou a região de Moema onde uma idosa morreu após ter o carro levado pelas águas de enchente na última quarta-feira (8). Durante a visita, ele declarou que o escoamento de água na via foi prejudicado por um bloqueio irregular feito em uma viela sanitária por um condomínio do bairro. A área foi concretada e ocupada ilegalmente pelo condomínio da rua para a construção de áreas de lazer, o que inviabilizou o escoamento das chuvas na região.


 

Notificação ignorada pelo condomínio

Nunes afirmou que desde 2018 a prefeitura estava ciente dos problemas de escoamento da água das chuvas na região, causados pelo bloqueio ilegal de uma viela sanitária que ajudaria na vazão da água para o rio Uberabinha, que cruza a região e está canalizado. Segundo ele, o condomínio chegou a ser notificado sobre a obstrução em 2018, mas que não cumpriu a ordem de liberação do espaço.
 

Obras de desbloqueio e medidas complementares

Foto: Prefeitura de SP

Equipes da prefeitura começaram a remover com britadeiras o bloqueio de um grande ralo. A Prefeitura entrará na Justiça para solicitar autorização para desbloquear as demais áreas tomadas pelas instalações do condomínio. Além disso, uma das medidas complementares será a criação de jardins de chuva para aumentar a drenagem na região. Há um estudo para a criação de um piscinão na região, mas ainda não há prazos por conta de eventuais desapropriações.


 

Investimento em obras de drenagem e construção de piscinões

Questionado sobre como a prefeitura está agindo para lidar com o volume de chuva acima do normal que tem atingido a capital neste início de ano, Nunes afirmou que há previsão de investimento de R$ 1,5 bilhão só em obras de drenagem e construção de mais piscinões nos próximos anos. Ele reforçou que além das obras físicas, a prefeitura já concluiu o mapeamento das áreas de drenagem da capital para saber onde e como investir melhor as verbas disponíveis em caixa contra enchentes, além do mapeamento e controle de áreas com risco de desabamento na capital, com o realojamento de famílias caso necessário.

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