Laudo contraria versão do marido de policial achada morta em apartamento e caso passa a ser investigado como feminicídio

Perícia encontrou indícios que enfraquecem a hipótese de suicídio, como sangue no box revelado por luminol, residuográfico negativo e sinais compatíveis com asfixia; Justiça reclassificou o caso e decretou sigilo

11/03/2026 às 09:36 por Redação Plox

A morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, um tenente-coronel da PM, passou a ser investigada como feminicídio após laudos periciais e decisão judicial. O caso, inicialmente tratado como suicídio e depois classificado como “morte suspeita”, agora tramita sob sigilo enquanto a Polícia Civil aprofunda a análise de vestígios e possíveis contradições presentes no inquérito.

Caso da PM morta em São Paulo.

Caso da PM morta em São Paulo.

Foto: Redes Sociais


Versão do marido e indícios levantados pela perícia

De acordo com reportagens, Gisele foi encontrada morta no apartamento do casal, na região central de São Paulo. O marido, identificado nas matérias como tenente-coronel Geraldo (Geraldo Neto ou Geraldo Leite Rosa Neto), afirma que estava no banho no momento do disparo.

Com o avanço da perícia, porém, surgiram elementos que fragilizam a hipótese de suicídio. Entre os pontos mencionados estão vestígios de sangue, revelados com luminol, no box do banheiro — indicando possível lavagem do local — e resultado negativo do exame residuográfico nas mãos da vítima, o que é considerado atípico em casos em que a própria pessoa dispara a arma.

Laudos, decisão judicial e posição de órgãos oficiais

Segundo apuração da Record/R7, a Justiça determinou a reclassificação do caso para feminicídio e impôs sigilo às investigações. A mesma reportagem cita laudos que apontaram sinais compatíveis com sufocamento ou asfixia antes do tiro, além de lesões no rosto e no pescoço da policial.

Já a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, conforme informado pelo jornal O Dia, declarou que a autoridade policial aguarda laudos relacionados à reconstituição do caso e à exumação do corpo de Gisele.

Consequências da investigação como feminicídio

A mudança de enquadramento para feminicídio altera o rumo das apurações e tende a ampliar a coleta de provas sobre possível violência anterior ao disparo, dinâmica do crime e eventual alteração da cena. Esse novo cenário pode influenciar a adoção de medidas cautelares, como pedidos de prisão preventiva, a depender do que for consolidado em laudos e depoimentos.

O caso também evidencia a relevância da preservação do local, da rapidez no acionamento de socorro e do rigor pericial em ocorrências inicialmente tratadas como suicídio, sobretudo quando surgem indícios de violência e inconsistências de horários ou versões.

Investigação sob sigilo e próximos passos

As reportagens indicam que a Polícia Civil segue com diligências sob sigilo, incluindo análise de celulares apreendidos e oitiva de testemunhas. De acordo com a Record/R7, a expectativa é que, nas próximas horas ou dias, haja definições sobre eventuais medidas judiciais a serem solicitadas pela investigação, ainda sem confirmação pública de mandados ou pedidos formais.

Como o procedimento está sob sigilo, detalhes como a íntegra dos laudos, a cronologia completa dos fatos e as conclusões finais permanecem informação ainda em apuração, à espera de divulgação oficial ou confirmação documental.

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