Mais brasileiros dizem ter medo de Lula no poder do que da família Bolsonaro, mostra Quaest

Levantamento Genial/Quaest divulgado em 14 de janeiro de 2026 indica que 40% temem mais a continuidade de Lula na Presidência, ante 46% que dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder

11/03/2026 às 14:24 por Redação Plox

Levantamento da Genial/Quaest mostra que, ao serem questionados sobre o que causa mais medo “hoje” — a continuidade de Lula na Presidência ou a volta da família Bolsonaro ao poder —, mais brasileiros apontaram preocupação com o retorno do clã Bolsonaro do que com a permanência do atual presidente. Divulgados em janeiro, os números reforçam como a polarização segue moldando a percepção do eleitorado para 2026.

Mais brasileiros dizem ter medo de Lula no poder do que da família Bolsonaro, mostra
crédito: Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mais brasileiros dizem ter medo de Lula no poder do que da família Bolsonaro, mostracrédito: Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil


Medo da volta dos Bolsonaro supera receio da continuidade de Lula

Na rodada divulgada em 14 de janeiro de 2026, 46% dos entrevistados disseram ter mais medo de “a família Bolsonaro voltar”, enquanto 40% afirmaram temer mais “Lula continuar” para um novo mandato. Outros 7% declararam ter medo “dos dois”, 3% disseram não ter medo de nenhum dos cenários e 4% não souberam ou não responderam.

Os dados indicam que, no momento da pesquisa, havia mais brasileiros declarando medo da família Bolsonaro de volta ao poder do que da permanência de Lula no comando do país.

Segundo destaque do Estado de Minas, houve oscilação em relação à rodada anterior citada na reportagem, de setembro de 2025. Naquele momento, o medo da volta dos Bolsonaro teria sido de 49%, contra 41% que temiam a continuidade de Lula, de acordo com as informações reproduzidas do jornal.

Como o instituto apresenta os resultados

Em análise publicada em seu site, a Quaest também menciona o resultado do chamado “sentimento de medo” como um fator que favoreceria Lula em um cenário de disputa, ao registrar os mesmos percentuais: 46% temem a volta da família Bolsonaro e 40% temem a continuidade de Lula.

A publicação informa ainda a metodologia do levantamento: foram realizadas 2.004 entrevistas presenciais, entre 8 e 11 de janeiro de 2026, em 120 municípios, com registro no Tribunal Superior Eleitoral (BR-00835/2026).

Como referência histórica, a CNN Brasil havia noticiado, em julho de 2025, uma rodada anterior na qual os percentuais apareciam mais próximos: 44% tinham medo de Bolsonaro voltar e 41% de Lula continuar. Naquele cenário, os números ficavam dentro da margem de erro, sugerindo que esse indicador oscila ao longo do tempo.

Polarização, campanhas e leitura do “medo” em 2026

Para a disputa de 2026, o dado sugere que o antibolsonarismo — ou seja, a rejeição ao retorno do grupo familiar ao Planalto — permanece como componente relevante do humor do eleitorado. Isso tende a influenciar estratégias de comunicação tanto do governo quanto da oposição.

Em estados considerados decisivos, como Minas Gerais e São Paulo, pesquisas nacionais costumam orientar movimentos partidários e costura de alianças regionais. Em Minas, em particular, a leitura de “medo” e rejeição tende a ser acompanhada de perto por lideranças locais por se tratar de um estado-chave em eleições presidenciais.

No debate público, o indicador não mede diretamente intenção de voto, mas ajuda a captar o clima emocional em relação a nomes e grupos políticos. Esse tipo de sentimento pode afetar engajamento, abstenção e a migração de eleitores indecisos ao longo do ciclo eleitoral.

O que acompanhar nas próximas pesquisas

Especialistas e analistas devem observar as próximas rodadas de institutos como a Genial/Quaest e outros para saber se a diferença entre o medo da volta da família Bolsonaro e o receio de Lula seguir no poder se mantém, aumenta ou diminui ao longo de 2026.

Também será relevante monitorar se o tema “família Bolsonaro” continuará central no debate político — por exemplo, com definições de candidaturas e alianças — e se isso alterará o patamar de medo e rejeição medido nas pesquisas.

Há ainda informação em aberto sobre possíveis levantamentos posteriores, como uma eventual rodada de fevereiro de 2026 com a mesma pergunta. No momento, a apuração registra que não houve confirmação dos dados por falta de acesso ao relatório completo, o que permanece pendente de checagem assim que o documento integral estiver disponível.

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