Megaoperação no RJ mira núcleo do CV ligado a Marcinho VP; vereador é preso

Ação contra suspeitas de lavagem de dinheiro e o “braço financeiro” da facção levou à prisão do vereador carioca Salvino Oliveira (PSD); governo cita 15 presos e bloqueio de R$ 217 milhões

11/03/2026 às 08:42 por Redação Plox

Uma megaoperação no Rio de Janeiro contra a estrutura financeira do Comando Vermelho levou à prisão do vereador carioca Salvino Oliveira (PSD), em ação ligada à chamada “Operação Contenção Red Legacy”. As investigações miram suspeitas de lavagem de dinheiro e apontam para um possível “braço financeiro” responsável por sustentar a facção, em meio a um contexto mais amplo de avanço territorial e consolidação de núcleos de apoio do grupo criminoso.

Vereador Salvino Oliveira foi preso

Vereador Salvino Oliveira foi preso

Foto: Redes Sociais


Vereador é preso em ação da Operação Contenção Red Legacy

Segundo publicação que repercute a ofensiva, Salvino Oliveira foi detido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no âmbito da “Operação Contenção Red Legacy”, descrita como voltada a apurar esquemas de lavagem de dinheiro atribuídos ao Comando Vermelho.

A mesma publicação relaciona a operação a um núcleo do CV ligado a Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças históricas da facção. Essa conexão coloca o caso no radar das investigações sobre estruturas de apoio consideradas estratégicas para a manutenção do poder econômico e territorial do grupo.

Até a última atualização desta apuração, não havia, nas fontes abertas consultadas, informações detalhadas sobre o número total de mandados, os bairros alvo ou a íntegra das decisões judiciais, incluindo fundamentação, tipificação penal e medidas cautelares. Parte das informações segue, portanto, em apuração.

Operação mira “braço financeiro” do Comando Vermelho

Em nota divulgada em canal oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro (Rádio Roquette-Pinto), uma etapa da Operação Contenção é descrita como voltada a desarticular o “braço financeiro” do Comando Vermelho. De acordo com esse material, a ação registrou 15 presos, bloqueio de R$ 217 milhões em bens e valores e a interdição de oito ferros-velhos, apontados como usados tanto para lavar dinheiro quanto para escoar cobre furtado.

A nota oficial consultada, porém, não menciona diretamente a prisão de vereador nem estabelece, por si só, ligação explícita com Marcinho VP. Esses pontos permanecem dependentes de confirmação em documentos oficiais — como peças da Polícia Civil, do Ministério Público ou decisões da Justiça — ou em cobertura jornalística adicional que identifique com precisão o inquérito e as determinações judiciais relacionadas ao caso.

Efeitos na política, na economia local e na segurança

No plano prático, o foco da megaoperação no núcleo financeiro do CV tende a atingir empresas, contas bancárias e patrimônio vinculado aos investigados. Bloqueios de valores e interdições de estabelecimentos, como os ferros-velhos citados na nota oficial, podem impactar cadeias locais de compra e venda de sucata e intensificar a fiscalização sobre possíveis esquemas de receptação.

Na política, a prisão de um vereador eleva a pressão por transparência em torno de eventuais vínculos entre agentes públicos e estruturas criminosas. O caso pode gerar desdobramentos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, como pedidos de afastamento, abertura de processos internos e eventual discussão sobre cassação, a depender da evolução das investigações e das decisões judiciais.

Do ponto de vista da segurança pública, a estratégia de mirar a lavagem de dinheiro indica uma tentativa de enfraquecimento patrimonial e logístico da facção. Além das prisões em campo, o estrangulamento das fontes de financiamento é visto como um componente central para reduzir a capacidade de expansão e sustentação de áreas dominadas pelo grupo.

Próximos passos da apuração

Os próximos desdobramentos dependem da confirmação, em fontes primárias como Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Justiça, de qual procedimento (inquérito ou ação) está em curso, quais crimes são formalmente imputados e quais medidas foram determinadas, incluindo o tipo de prisão, eventual duração, buscas, bloqueios e outras cautelares.

Também será necessário verificar oficialmente se há, de fato, vínculo investigativo com um “núcleo ligado a Marcinho VP” e em que termos essa suposta conexão aparece em relatórios, interceptações, movimentações financeiras ou atuação de operadores apontados pelas autoridades.

Outro ponto relevante é o acompanhamento de eventuais manifestações da defesa de Salvino Oliveira e do partido ao qual ele é filiado, o PSD, além de possíveis medidas administrativas na Câmara Municipal do Rio, a partir da confirmação e do detalhamento das decisões judiciais relacionadas à megaoperação.

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