Mineiro de 17 anos ganha bolsas integrais em universidades americanas após participar de pesquisa que criou teste de Covid-19

Recentemente, Paulo Henrique recebeu duas propostas de bolsa integral para estudar medicina em renomadas universidades americanas, a Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore, e a Universidade de Yale, em Connecticu

Por Matheus Valadares

11/04/2023 08h48 - Atualizado há cerca de 1 ano

Paulo Henrique Diniz, um jovem de 17 anos que mora em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem se dedicado a questões globais como a Covid-19, patologias pulmonares, pesquisas sobre o câncer e análises clínicas, enquanto faz o ensino médio no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Suas conquistas incluem medalhas de ouro em olimpíadas do conhecimento, menção honrosa do Instituto Butantã e bolsas de pesquisa focadas no diagnóstico da Covid-19.

Recentemente, Paulo Henrique recebeu duas propostas de bolsa integral para estudar medicina em renomadas universidades americanas, a Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore, e a Universidade de Yale, em Connecticut.

Estudante Paulo Henrique Diniz. Foto: Arquivo pessoal.

 

"O meu interesse pela ciência veio de canais do YouTube. Sempre fui curioso e maratonava vídeos sobre experimentos, o que me despertou interesse pela biologia. Durante a pandemia, eu organizei um grupo de pesquisa para a Covid-19 reunindo vários pesquisadores de universidades pelo mundo, debatendo teorias sobre a pandemia, até desenvolver o teste rápido para a doença", conta o rapaz.

Apesar de seu talento e conquistas, Paulo Henrique chegou a considerar desistir da graduação nos EUA. Foi então que os orientadores do EducationUSA, rede oficial do Departamento de Estado para informações sobre estudos nos EUA, o ajudaram a permanecer na mentoria.

"Nós oferecemos o amparo que o Paulo Henrique precisava, mostrando que estávamos com ele em todo o processo. Trabalhamos a documentação, fizemos as correções, treinamentos até que se sentisse preparado. E ele é muito generoso, além de conseguir realizar o sonho, também se propôs a ajudar outros alunos atuando como tradutor e intérprete", diz Julia Peres, orientadora EducationUSA na UFMG.


 

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