STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, de forma unânime, um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para afastar o ministro Alexandre de Moraes de um processo que envolve o ex-mandatário. A decisão foi tomada em plenário virtual, em sessão extraordinária encerrada às 23h59 de ontem (10).
A solicitação da defesa de Bolsonaro baseava-se em um gesto feito por Moraes durante o julgamento de um processo relacionado às lives do ex-presidente, em 27 de setembro do ano passado, no contexto da campanha presidencial em que Bolsonaro tentava a reeleição. Moraes fez um gesto de degola com o dedo, interpretado pela defesa como uma manifestação de "animosidade" com Bolsonaro e de "interesse pessoal" no processo. Por isso, pediram a suspeição do ministro, que também é presidente do TSE.

No entanto, diversos veículos de imprensa noticiaram na época que o gesto não estava relacionado ao julgamento, mas sim dirigido a um assessor que demorou para cumprir uma tarefa solicitada por Moraes.
O ministro Ricardo Lewandowski já havia negado anteriormente o pedido de suspeição, afirmando que a ação tinha como objetivo criar um fato político para tumultuar o processo eleitoral. Posteriormente, o caso foi encaminhado ao gabinete do ministro Nunes Marques, que também votou pela rejeição do pedido, sendo acompanhado pelos demais ministros que participaram do julgamento. Como era alvo do pedido, Moraes ficou impedido de votar.