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O empresário mineiro Esdras Jônatas dos Santos, investigado por suspeita de financiar e organizar atos antidemocráticos após as eleições de 2022, foi preso nos Estados Unidos pelo serviço de imigração do país, o ICE (Immigration and Customs Enforcement), na quinta-feira (9/4).
Esdras ficou "famoso" após aparecer chorando copiosamente quando acampamento foi desmontado em BH
Foto: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS
De acordo com o sistema oficial do órgão americano, Esdras está sob custódia e detido no Glades County Detention Center, em Moore Haven, na Flórida. Os registros informam ainda que ele nasceu no Brasil e permanece sob responsabilidade das autoridades migratórias americanas.
No Brasil, o empresário é alvo de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e tem mandado de prisão em aberto. Ele é investigado por participação e financiamento de mobilizações golpistas, especialmente em Belo Horizonte (BH), após as eleições de 2022.
À época, Esdras esteve ligado a um acampamento em frente a um quartel do Exército na capital mineira, onde manifestantes defendiam intervenção militar e a anulação do resultado eleitoral que confirmou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo decisões judiciais, Esdras também teve contas bancárias bloqueadas, passaporte cancelado e o uso de redes sociais proibido, por determinação do STF. As medidas foram impostas no início de 2023 pelo ministro Alexandre de Moraes.
Publicações nos perfis do próprio empresário indicavam que ele já estava nos Estados Unidos após os atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.
Em maio do ano passado, Esdras divulgou um vídeo em que aparece chorando e pedindo ajuda ao ex-deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive em território americano por decisão política. O empresário ficou conhecido nas redes após aparecer chorando quando um acampamento foi desmontado em BH.
O advogado Mariel Marra, que atua na defesa de investigados e réus relacionados aos atos de 8 de janeiro, afirma ter denunciado Esdras às autoridades brasileiras e americanas desde 2023. Segundo ele, a intenção era viabilizar a localização, a prisão e uma eventual deportação do empresário para que respondesse à Justiça brasileira.
O advogado sustenta que Esdras teria tido papel relevante na organização dos atos em BH, inclusive com financiamento do deslocamento de manifestantes. Ele também diz suspeitar que o empresário já estaria preparado para deixar o país após os episódios de janeiro de 2023.