Lula sinaliza renegociação para inadimplentes do Fies em novo programa de dívidas

Governo prepara projeto para famílias e pequenos negócios, com possibilidade de usar FGTS, descontos e juros menores

11/04/2026 às 07:13 por Redação Plox

BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou nesta sexta-feira (10/4) que o governo federal pode incluir estudantes inadimplentes com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) no programa de renegociação de dívidas em preparação pela gestão federal. A sinalização foi feita durante visita ao novo prédio do campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo.

Presidente Lula indica que estudantes do Fies serão incluídos em programa sobre dívidas

Presidente Lula indica que estudantes do Fies serão incluídos em programa sobre dívidas

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil


Lula sinaliza inclusão de estudantes inadimplentes do Fies

Vamos colocar também no nosso programa do endividamento os meninos do Fies. Não pode tirar o sonho do estudante que está devendo pro Fies. Tem tanta gente que deve ao governo. Se for profissional competente, vai melhorar a qualidade da produtividade do país e tudo será pago

Lula

Nos próximos dias, o governo deve apresentar um projeto de renegociação de dívidas voltado a diversos setores, incluindo famílias, trabalhadores informais e micro e pequenas empresas.

Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que uma das possibilidades em análise é permitir que brasileiros utilizem o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para pagar dívidas.

Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido

Dario Durigan

Proposta pode reunir dívidas e reduzir juros

Segundo a discussão em curso no governo federal, também está sendo considerada a alternativa de reunir dívidas de cartão de crédito, crédito pessoal e outras em um único débito, substituindo-as por uma nova dívida com juros mais baixos. O desenho em estudo prevê ainda desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Contrapartida pode limitar endividamento com apostas

Como contrapartida, Dario Durigan adiantou que o governo deve limitar um posterior endividamento dessas pessoas com bets e apostas digitais.

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